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A dividir por 12 dá mais

Receber em partes vale mais do que como um todo. Basta aplicar todos os meses o duodécimo num depósito.

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A distribuição de metade dos subsídios de férias e de Natal pelos 12 meses cria a ilusão de que o salário se mantém, apesar do aumento da carga fiscal. O embate com a realidade chega no Verão e em Dezembro, quando na conta cai apenas 50% daquela remuneração extra. Mas há quem prefira este, ao choque de ver minguar a retribuição mensal. Do ponto de vista do investimento, dividir os subsídios por 12 meses até dá mais. Desde que se possa poupar e aplicar o montante recebido mensalmente.


De forma a esbater o impacto da contribuição extraordinária de 3,5% em sede de IRS no rendimento mensal, o Governo decidiu pagar aos funcionários públicos e pensionistas em duodécimos, a partir de 2013. Um paliativo. Para estes dois grupos, sujeitos aos cortes já decretados e aos que ainda estão para vir, não há duodécimo que disfarce a quebra de rendimento. Poupar será tarefa difícil. Reconheça-se, não é para quem quer é para quem pode.


A possibilidade de receber em duodécimos estende-se aos trabalhadores do privado. A menos que comuniquem ao patrão a vontade de receber os subsídios por inteiro. Mas atenção que receber em partes vale mais do que como um todo.


É uma questão de tirar partido do facto de começar a receber os subsídios logo em Janeiro. E pôr o tempo, e os juros que o banco lhe paga por ele, a trabalhar para si.


Basta aplicar num depósito a fatia mensal dos duodécimos. No final do ano fica com o equivalente a um subsídio e ainda ganha juros. Depende do salário, mas o valor está longe de encher o olho. Ainda assim é melhor que nada ter.


Diga-se em apreço dos bancos que não faltam soluções para quem pretende pôr de lado uma parte do salário todos os meses do ano. Quase todas as instituições de crédito as oferecem. Aceder a uma poupança automática não exige mais de 25 euros na maior parte dos bancos. Algumas contas parecem desenhadas para acolher o duodécimo. Têm prazos de um ano e permitem a capitalização dos juros, ajudando a engordar o bolo final.


É certo que as taxas de juro já foram mais atractivas. Pressionados a melhorar a rentabilidade, e menos sequiosos pela liquidez proporcionada pelos depósitos dos clientes, os bancos têm vindo a baixar a remuneração das aplicações a prazo. Ainda assim, pagam mais do que tira a inflação. O Investidor Privado deixa-lhe um roteiro para encontrar a solução indicada para o seu caso.

 

 

averissimo@negocios.pt

 

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