Salve-se quem puder

01.07.2020

O descontrolo da epidemia traz consigo responsabilidades políticas pesadas que ninguém quer carregar, muito menos sozinho.

Esqueletos no armário

30.06.2020

Entre as vitórias que o antigo ministro das Finanças gostava de celebrar conta-se a estabilização da banca. Mário Centeno deixou o setor bem melhor do que o encontrou, mas ficaram alguns esqueletos no armário, para quem esta crise chegou cedo demais.

O boicote ao Facebook

29.06.2020

Depois do assassinato de George Floyd, a questão do racismo tornou-se epidérmica. O FB continuou indiferente, mantendo aberta a antena para o discurso discriminatório e ofensivo. O preço chegou. Às críticas dos utilizadores somou-se um boicote de empresas como a Unilever, a Coca-Cola, a Verizon, a Diageo ou a Starbucks à publicidade na rede social. Insensível a outros argumentos, Zuckerberg foi vergado pelo dinheiro.

Sem norte

22.06.2020

A TAP, ou melhor, o serviço que presta, tem sido de forma recorrente um dos instrumentos que o presidente da Câmara do Porto usa para assegurar protagonismo, sempre à boleia de uma leitura bipolar que divide o país entre Norte e Sul.

Governador a qualquer custo

15.06.2020

Salvo algum fator muito extraordinário, Mário Centeno vai mesmo ser o substituto de Carlos Costa à frente do Banco de Portugal, consumando-se o plano há muito traçado pelo próprio, cozinhado e apurado ao mais alto nível do poder. Até lá, a nomeação será campo de batalha político.

Orçamento de perna curta

11.06.2020

O défice de 6,3% com que o Governo espera fechar o ano é explicado muito mais pela quebra da receita do Estado que pelo crescimento da despesa para fazer face ao impacto da pandemia. Pesa-lhe muito mais a paragem na economia do que os remédios aprovados para amenizar o seu trágico efeito nas empresas e trabalhadores.

Trump. The end?

04.06.2020

A reeleição de Donald Trump em novembro parece cada vez mais improvável. As taxas de reprovação crescem, a distância para Joe Biden nas sondagens aumenta. A mudança pode estar a meses de distância e parece agora mais próxima do que nunca.

Turismo, azia e borboletas

02.06.2020

Portugal está a ser vítima do seu próprio sucesso no turismo. O peso que ele atingiu na economia coloca-nos entre os países mais atingidos pela pandemia. Mas esse sucesso será também uma força na retoma que outros não têm: desde que o consigamos preservar.

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