Pela autoridade do governador

07.07.2020

Agora que é certo que Mário Centeno será o próximo líder do Banco de Portugal, deixou de se falar sobre as novas regras para a nomeação do governador. É pena, porque o caso mostra que elas devem mesmo mudar. A oportunidade está criada, é aproveitá-la.

O fim de um ciclo na EDP

06.07.2020

Mexia e Manso Neto já sabiam que a probabilidade de Carlos Alexandre diferir o agravamento das medidas de coação na EDP era elevada. Mesmo assim, resolveram ficar nos respetivos cargos. Sair seria uma manifestação de culpa, atirar a toalha ao chão. Preferiram o drama da saída forçada, do vazio de liderança, da negociação das ações suspensa pelo regulador, da proibição de entrar nas instalações. Tudo esperado, tudo com a anuência de um número suficiente de acionistas, tudo discutível.

Um “bypass” para a TAP

02.07.2020

Sim, a TAP é demasiado importante para cair, mas se resgatá-la a tornar demasiado pequena para resistir, será que vale o esforço? Vamos pagar até 1.200 milhões para ver. É bom que valha a pena.

Salve-se quem puder

01.07.2020

O descontrolo da epidemia traz consigo responsabilidades políticas pesadas que ninguém quer carregar, muito menos sozinho.

Esqueletos no armário

30.06.2020

Entre as vitórias que o antigo ministro das Finanças gostava de celebrar conta-se a estabilização da banca. Mário Centeno deixou o setor bem melhor do que o encontrou, mas ficaram alguns esqueletos no armário, para quem esta crise chegou cedo demais.

O boicote ao Facebook

29.06.2020

Depois do assassinato de George Floyd, a questão do racismo tornou-se epidérmica. O FB continuou indiferente, mantendo aberta a antena para o discurso discriminatório e ofensivo. O preço chegou. Às críticas dos utilizadores somou-se um boicote de empresas como a Unilever, a Coca-Cola, a Verizon, a Diageo ou a Starbucks à publicidade na rede social. Insensível a outros argumentos, Zuckerberg foi vergado pelo dinheiro.

Sem norte

22.06.2020

A TAP, ou melhor, o serviço que presta, tem sido de forma recorrente um dos instrumentos que o presidente da Câmara do Porto usa para assegurar protagonismo, sempre à boleia de uma leitura bipolar que divide o país entre Norte e Sul.

Governador a qualquer custo

15.06.2020

Salvo algum fator muito extraordinário, Mário Centeno vai mesmo ser o substituto de Carlos Costa à frente do Banco de Portugal, consumando-se o plano há muito traçado pelo próprio, cozinhado e apurado ao mais alto nível do poder. Até lá, a nomeação será campo de batalha político.

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