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Opinião por André Veríssimo
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André  Veríssimo
Diretor

André Veríssimo é diretor do Negócios desde Novembro de 2017, tendo iniciado funções na direção em 2013. Antes foi editor de Mercados Financeiros durante seis anos. Licenciado em Comunicação Social pela Universidade Católica, foi jornalista de Internacional e Economia na revista Focus. Antes de se juntar à equipa do Negócios esteve três anos no Semanário Económico, onde foi editor. Recebeu por duas vezes o prémio de jornalismo económico do Santander Totta/ Universidade Nova de Lisboa na categoria de Mercados Financeiros. Nasceu em 1976 e vive em Lisboa.

Artigos de opinião deste autor

O caso sueco

05.08.2020

Sem confinamento, sem máscaras, apenas a recomendação de distanciamento social: foi esta, grosso modo, a abordagem inicial da Suécia. Enquanto o resto da Europa se fechava em casa, os suecos continuavam a ir trabalhar, a ir a restaurantes, a levar os filhos à escola. Durante algum tempo fizeram-no sem que isso resultasse num aumento expressivo dos infetados.

O PSD e o progresso

04.08.2020

A modernidade tem fugido ao PSD, apesar do discurso reformista, e o partido precisa dela. A aproximação ao Chega pode ir ao encontro de tendências que se afirmam em vários países da Europa e noutras paragens, mas põe os sociais-democratas do lado errado do progresso social e económico, rumo a um conservadorismo que não tem sido a sua matriz. É mesmo por aí que o PSD quer ir?

Onde pára a aplicação?

03.08.2020

O secretário de Estado da Saúde, que compreensivelmente se emocionou com o primeiro relatório diário sem qualquer óbito desde o início da pandemia, não quis adiantar informações sobre a app. Disse apenas que ela chegaria “muito em breve”. Um “breve” que tarda em chegar.

TikTok, boom!

02.08.2020

O sucesso da app dos vídeos de 15 segundos é visto na Casa Branca como uma ameaça à segurança interna dos EUA, devido aos dados que podem passar para a mão de Pequim e a propaganda que pode chegar em sentido contrário. O outro motivo inconfesso de preocupação prende-se com a entrada chinesa num feudo dominado exclusivamente por tecnológicas norte-americanas.

O buraco negro

30.07.2020

Esta pandemia tornou-nos, a todos, mais egocentrados, erguendo barreiras de desconfiança. Reduziu ao essencial a troca de opiniões e experiências, passou para segundo plano a importância da linguagem corporal, baixou os índices de expectativa e convocou a uma certa preguiça intelectual por falta de confronto.

Offshores e malparado

29.07.2020

O que têm em comum a Anchorage Capital, a KKR, a Davidson Kempner, a Cerberus ou a Waterfall Manegement? São todas gestoras de fundos de investimento alternativos, que tipicamente recorrem a sociedades offshore. Além disso, todas elas investiram nos ativos tóxicos que estavam no balanço do Novo Banco.

O bloco central casuístico

27.07.2020

A estabilidade política em Portugal está refém do entendimento do PS com o BE e o PCP. António Costa usou o debate do Estado da Nação para apelar a um novo acordo com os agora mais distantes parceiros da esquerda, que não parecem muito entusiasmados com o desafio, suspeitando que poderão vir por aí medidas impopulares como, por exemplo, o Estado ser chamado a ajudar a banca.

A guerra nos shoppings

08.07.2020

Os lojistas precisam dos centros comerciais e os centros comerciais não existem sem lojistas. Juntos formam um ecossistema que, perante uma situação excecional, não foi capaz de encontrar uma solução equilibrada e que tivesse em conta o contexto de incerteza.

Pela autoridade do governador

07.07.2020

Agora que é certo que Mário Centeno será o próximo líder do Banco de Portugal, deixou de se falar sobre as novas regras para a nomeação do governador. É pena, porque o caso mostra que elas devem mesmo mudar. A oportunidade está criada, é aproveitá-la.

O fim de um ciclo na EDP

06.07.2020

Mexia e Manso Neto já sabiam que a probabilidade de Carlos Alexandre diferir o agravamento das medidas de coação na EDP era elevada. Mesmo assim, resolveram ficar nos respetivos cargos. Sair seria uma manifestação de culpa, atirar a toalha ao chão. Preferiram o drama da saída forçada, do vazio de liderança, da negociação das ações suspensa pelo regulador, da proibição de entrar nas instalações. Tudo esperado, tudo com a anuência de um número suficiente de acionistas, tudo discutível.

Um “bypass” para a TAP

02.07.2020

Sim, a TAP é demasiado importante para cair, mas se resgatá-la a tornar demasiado pequena para resistir, será que vale o esforço? Vamos pagar até 1.200 milhões para ver. É bom que valha a pena.

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