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Fazer de Ícaro não é a solução

A crise orçamental faz pairar uma gigantesca nuvem negra sobre o País.

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A incerteza é adversária do planeamento e o medo em relação ao futuro próximo funciona como um poderoso travão à tomada de decisões.

Existem, pelos menos, duas formas de sair deste labirinto. Uma é fazer como Ícaro, com os maus resultados que a mitologia se encarrega de nos ensinar. O outro é assumir que esse labirinto é uma variável que não se pode controlar - e, assim sendo, deixa de constituir um problema. Ou seja, deve contar com o existe e com aquilo em que tem possibilidade de interferir: o seu negócio, a forma como se relaciona com os clientes e como pode diferenciar o seu produto.

É óbvio que a contracção interna torna os mercados exteriores muito mais apetecíveis.

E as empresas exportadoras, assim, poderão ter mais facilidade em atravessar a turbulência.

Esta é, contudo, apenas uma das partes da equação. Porque há empresas que assentam, exclusivamente, o seu modelo de negócio no mercado nacional. Para essas, a crise pode ajudar a reformular estratégias. Uma delas é proposta no livro sobre ao qual se escreve nesta mesma página. Os autores de "Autenticidade", Pine e Gilmore, sustentam que a oferta baseada no custo e na qualidade já é insuficiente para garantir o sucesso.

O outro ingrediente agora necessário é a autenticidade, permitindo uma identificação entre as empresas e os desejos dos consumidores. A melhor maneira de evitar à crise é estar sempre um passo à frente dela. Na maioria das vezes, o problema está em dar esse primeiro passo.




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