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Celso Filipe cfilipe@negocios.pt 23 de Dezembro de 2010 às 10:40

O homem sem os sete instrumentos

Existe a convicção generalizada de que um homem dos sete instrumentos é o exemplo máximo da eficiência.

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Um activo fulcral a qualquer empresa. O senhor Óscar, por exemplo, que tanto é capaz de resolver um problema na instalação eléctrica como desbloquear uma encomenda retida na alfândega. Este perfil de pessoas está é altamente valorizada, embora nem sempre recompensada em função disso. Contudo, até aqui, tudo é admissível. O problema surge quando o senhor Óscar é o líder da empresa.

Como julga tocar os sete instrumentos, faz de tudo um pouco, dispersa-se e resiste em delegar. Surgem então as dificuldades. Desmotivação da equipa, que se ressente por não ser envolvida no dia-a-dia da empresa, e progressiva desorientação da liderança, incapaz de segurar todas as pontas soltas que foi deixando pelo caminho.

Nesta edição do IN pediu-se a cinco gestores que enumerassem outros mandamentos que aplicam nas suas empresas. A liderança surge, claramente, como um dos fios condutores dos depoimentos. A que acrescem dois outros, que são a essência do primeiro: fazer só uma coisa de cada vez e fazer o que se sabe. Dito de outra forma - definir o objectivo prioritário da empresa e apostar naquilo que a distingue das outras. O voluntarismo meritório da política dos sete instrumentos, torna-se uma desgraça quando chega à liderança. Tal como uma orquestra não vive só do seu solista.
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