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Rui Peres Jorge rpjorge@negocios.pt 22 de Junho de 2016 às 21:16

Podia, mas não seria fado

Com os grandes torneios chega, invariavelmente, o fado de contar hipóteses para o apuramento, um esforço enorme para um país fraco na matemática e especialista em optimismo (há dias, na rádio, um comentador desportivo garantia que - contra Hungria, Islândia e Áustria - ganharíamos três em três jogos da fase de grupos).

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Esta repetida incerteza nos apuramentos tornou-se de certa forma natural para um português, mesmo que tantos anos depois não perceba o que a justifica.

Será que é o tal medo de existir de que fala o filósofo José Gil (que é como quem diz, coitados, os rapazes mesmo sendo bons não aguentam a pressão dentro de campo)? Ou revelará antes uma inconsciência da equipa sobre a sua existência (neste caso, os rapazes acham-se melhores do que são e não têm consciência de quão importantes são para o ânimo dos compatriotas)?


Se calhar, e é a minha hipótese preferida, todo este teatro resulta apenas de um entendimento colectivo (nosso e dos rapazes) de que ganhar e perder não é assim tão importante.


Podia ser diferente? Podia, mas não seria fado. 

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