Outros sites Cofina
Notícias em Destaque
Opinião
Tiago Freire tiagofreire@negocios.pt 30 de Setembro de 2016 às 09:40

O Deutsche Bank e o "part-time" de Angela Merkel

O Deutsche Bank precisa ou não de ajuda? E, precisando, será que o Estado alemão está na disposição de o fazer? Estas são duas das grandes questões actuais nos mercados financeiros. Enquanto as respostas não chegam, temos os sintomas habituais: incerteza, receio, e tudo aquilo que lhes vem associado.

  • Partilhar artigo
  • 1
  • ...

No MarketWatch, Matthew Lynn pergunta se "estará a chanceler alemã Angela Merkel a trabalhar em 'part-time' para um 'hedge-fund'?". Ele explica: "Esta seria a explicação mais lógica depois das informações que o governo não tem intenção de salvar o outrora poderoso Deutsche Bank se ficar numa situação ainda pior, notícias que atiraram as acções para novo mergulho. Quem estivesse a "shortar" teria feito uma fortuna", ilustra. Lynn admite que esta explicação é rebuscada, mas a alternativa não é muito melhor, pois significa que "Merkel não tem qualquer ideia de como funcionam os mercados financeiros". O artigo elenca cinco razões para que o governo de Merkel faça tudo o que tiver de fazer para impedir a queda da instituição.

Oliver Gill, no site especializado City A.M., explica que o banco alemão está em apuros pela conjugação de vários factores, nenhum deles de fácil resolução. Quanto ao papel que Merkel poderá desempenhar, não é claro o que estará na disponibilidade de fazer, tendo em conta as possíveis consequências. Gill explica: "Acredito que ela adoraria ajudar. A ironia não passará despercebida aos observadores, que uma Alemanha que tem sido dura para com os países do Sul da Europa que ajudaram os seus bancos tenha agora de ajudar um dos seus." Touché.

Já Mohamed El-Erian, na Bloomberg, abre o ângulo de observação do fenómeno. "O Deutsche Bank pode ser um exemplo extremo, mas as suas dificuldades ilustram uma nova realidade para a banca europeia. Ao contrário dos seus pares norte-americanos, os bancos europeus não se restabeleceram suficientemente no pós-crise. E isso significa que os investidores precisarão de estômagos fortes enquanto diferenciam entre entidades e oportunidades num sector que irá inevitavelmente manter-se vulnerável a vários tipos de choque."



Ver comentários
Saber mais Deutsche Bank Angela Merkel
Mais artigos de Opinião
Ver mais
Outras Notícias