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Tiago Freire tiagofreire@negocios.pt 29 de Setembro de 2016 às 09:45

Trump ou Clinton? Afinal havia outro

Vivem-se ainda as análises ao debate Trump versus Clinton, que segundo as sondagens terá corrido melhor a esta última.

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Daí o oportuno artigo de Jonathan Capeheart que, no Washington Post, lembra que há uma alternativa para quem não gosta nem do candidato republicano nem da candidata democrata. "Ainda odeia Donald Trump e Hillary Clinton depois do primeiro debate? Aqui está Evan McMullin!", anuncia Capeheart. McMullin é o terceiro candidato, neste caso independente, embora a sua caminhada esteja rodeada de dificuldades e incertezas jurídicas. O terceiro candidato é um republicano descontente com o apoio do seu partido a Trump. Surge apoiado pela plataforma Better for America, que tenta incluir candidatos independentes nos boletins de voto para a Presidência. McMullin, um antigo agente da CIA, entrou tarde na corrida e só terá o seu nome nos boletins de alguns estados, estando a discutir o assunto em tribunais estaduais. "Se vais votar no mal menor, continuas a votar no mal", defende McMullin, que continua a ser largamente ignorado pela comunicação social.

Ainda em relação ao "debate do século", Annie Karni foca no site Politico a "mudança estratégica" de Clinton, "para mostrar que os seus privilégios são diferentes dos de Trump". Acusada de ser demasiado amiga de Wall Street e com uma fortuna pessoal de dezenas de milhões de dólares, Hillary esforçou-se por tornar o seu discurso mais pessoal, de forma a vincar que o percurso de vida dos candidatos dá-lhes uma perspectiva igualmente diferente do dia-a-dia do comum dos americanos. Trump herdou, ela conquistou o sonho americano, foi esse o discurso.

No Guardian, Hadley Freeman pede-nos o impossível: que peguemos no discurso e na posição de Trump e o imaginemos numa mulher. Mais, Clinton tem sido criticada pelo que alguns chamam de tendência para o histerismo, uma característica que não seria apontada num homem, mesmo que este dissesse exactamente o mesmo. Freeman propõe-nos ainda outro exercício: se Clinton é histérica, imaginem o que diriam se o discurso exagerado de Trump saísse da boca de uma mulher?


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