Nuno Carregueiro
Nuno Carregueiro 14 de julho de 2019 às 18:50

Afinal os analistas gostam das ações da Snap

Para os analistas, a Snap passou de "patinho feio" para empresa com boas perspetivas. O que mudou? As ações subiram.

A Snap entrou para a Bolsa em março de 2017 e o IPO foi um sucesso, com as ações a dispararem 44% na estreia, superando os 25 dólares. Depois a cotada desapontou o mercado, apresentando resultados dececionantes e as ações entraram em rota descendente. Mas o pior veio em 2018.

Em março do ano passado as tecnológicas entraram em queda livre e a rede social perdeu um terço do valor até ao final do ano. Os analistas ajudaram ao descalabro das cotações, emitindo recomendações negativas para a Snap, considerando que as perspetivas de crescimento eram fracas.

Virou o ano e o sentimento dos investidores também. A aposta nas tecnológicas regressou em força e as cotações da Snap dispararam. Dos 5 dólares no final do ano, a cotação da rede social rapidamente superou os 15 dólares. E a opinião dos analistas também mudou radicalmente.

Em 2018 quase todos os bancos recomendavam vender. Atualmente existem oito recomendações de comprar, 25 de manter e apenas seis de vender. O Goldman foi o último banco a recomendar comprar, justificando o otimismo com o número de downloads recorde, os jogos e a nova app para Android. Seguir o mercado é sempre mais fácil, mas aos analistas exigia-se mais. 

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