Raquel Godinho
Raquel Godinho 27 de fevereiro de 2019 às 09:30

Aramco tem alertas a fazer sobre a indústria

A indústria petrolífera está perante uma "crise de perceção". Quem o diz é o presidente executivo da Saudi Aramco, Amin Nasser.

O responsável da empresa saudita, a maior produtora petrolífera do mundo, acredita que há o risco crescente de a comunidade financeira se vire contra os combustíveis fósseis, até porque, em Davos, falou com um responsável financeiro que previa o fim da indústria "em cerca de cinco anos".

 

"Existe uma crença crescente e preocupante entre os responsáveis políticos, reguladores, bancos de investimento, ONG e muitos outros de que esta é uma indústria com pouco ou nenhum futuro", afirmou Nasser, em Londres. Uma opinião da qual o CEO da Aramco não podia discordar mais, pois acredita que esta indústria ainda tem um papel vital no rumo da economia mundial: o petróleo e o gás são responsáveis por muito do crescimento atual e do futuro.

 

A petrolífera saudita não está sozinha nesta preocupação que tem sido manifestada por outros executivos do setor. A diferença é que a Saudi Aramco tem estado, nos últimos anos, a preparar a sua estreia em bolsa, uma operação que, segundo a Bloomberg, deverá ocorrer nos próximos três anos, depois de adiamentos sucessivos.

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