Raquel Godinho
Raquel Godinho 06 de dezembro de 2018 às 20:50

Coro de alertas em torno da banca espanhola 

Nas últimas semanas, além de ter sido anunciada a decisão do Governo de impor aos bancos o pagamento do imposto do selo no crédito à habitação, foi conhecida uma sentença que anula as "cláusulas suelo" de todo o sector por considerá-las opacas.

Acumulam-se as notícias em torno da banca espanhola. Nas últimas semanas, e depois de ter surgido a incerteza em torno de quem tem a responsabilidade de fazer face ao pagamento do imposto do selo no crédito à habitação, muitas têm sido as vozes a alertar para os riscos que o sector enfrenta. O último foi o Goldman Sachs. Numa nota de investimento citada pelo Cinco Días, os analistas apontam como focos de preocupação a baixa capitalização dos bancos espanhóis e o risco judicial relacionado precisamente com os litígios hipotecários. É que estes litígios não se resumem à polémica recente do imposto do selo. Nas últimas semanas, além de ter sido anunciada a decisão do Governo de impor aos bancos o pagamento do imposto do selo no crédito à habitação, foi conhecida uma sentença que anula as "cláusulas suelo" de todo o sector por considerá-las opacas. Só a decisão do imposto do selo pode custar ao sector entre 7 mil e 44 mil milhões de euros, estima o banco de investimento. Previsões que surgem quando se espera uma decisão do Tribunal de Justiça da União Europeia. Mas também o Banco de Espanha e a Comissão Europeia vieram já manifestar os seus receios. 2018 ainda não acabou, mas arrisca ser de má memória para a banca espanhola.

 

Jornalista

pub