Raquel Godinho
Raquel Godinho 25 de abril de 2019 às 19:45

Há máximos históricos. Mas há agoirentos também

As ações norte-americanas voltaram, esta semana, a máximos históricos, animadas pelos resultados acima do esperado apresentados por algumas empresas. Este é já o melhor arranque de ano desde 1987.

Um desempenho positivo que leva a acreditar que o pior já ficou para trás. Mas, mesmo quando o período é de festa, há sempre "agoirentos de serviço". "Há mais argumentos pessimistas desta vez do que costumamos ver", defendeu Matt Maley à Bloomberg. "Esqueçam a guerra comercial com a China. Os investidores já quase se esqueceram disso.

E o Brexit - ninguém fala disso nas últimas duas semanas. Mas temos preocupações", frisa o estratega de ações da Miller Tabak + Co. Entre essas preocupações está o ritmo de subida dos resultados das cotadas, sendo que a Bloomberg relembra que Wall Street tem histórico de sobre-estimar a evolução das contas.

Outra incógnita está relacionada com a Reserva Federal. Até agora a suportar os ganhos dos mercados acionistas está a expectativa de que o banco central trave o ritmo de subida de juros, mas há especialistas que alertam que esta perspetiva pode não ser confirmada e que uma subida do preço do dinheiro pode estar em cima da mesa. Certo é que não há subidas sem pessimismo.

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