Patrícia  Abreu
Patrícia Abreu 10 de julho de 2019 às 20:09

Morgan Stanley perdeu a esperança nos bancos centrais

Em momentos cruciais da crise financeira foi a intervenção de entidades como a Reserva Federal dos EUA e o Banco Central Europeu (BCE) que impediu resultados ainda mais nefastos na economia e nos mercados mundiais.

Mas, mais de uma década depois da crise, os bancos centrais continuam a assumir um papel central no sobe e desce das bolsas. Fed e BCE comprometeram-se, nas últimas semanas, a manter a sua política de estímulos pelo tempo que for necessário e abriram a porta a novos cortes de juros. Notícias que animaram os investidores, mas não alguns bancos de investimento, como o Morgan Stanley. O banco norte-americano passou a mandar vender as ações, mostrando-se pessimista para a evolução dos retornos nos mercados acionistas. Mas não foi apenas para as ações que o banco ficou mais pessimista. "A nossa preocupação é que os efeitos positivos de uma política monetária mais expansionista seja compensado pelas consequências negativas de um crescimento mais fraco", justifica o banco numa nota. E, tendo em conta as previsões do Morgan Stanley, o crescimento da economia global e dos resultados das empresas vai ser mesmo menor. O banco perdeu a confiança nos bancos centrais?

 

Jornalista

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