Patrícia  Abreu
Patrícia Abreu 20 de junho de 2019 às 19:15

Nem todos os fundos podem ser superestrelas

Não é fácil sobreviver num ambiente de grande adversidade. É o que acontece no mundo dos "hedge funds". Com estes fundos de cobertura de risco a atravessarem uma crise de confiança, devido aos baixos retornos e às elevadas comissões, muitos deles acabam por sucumbir.

Dos 468 "hedge funds" que usaram os serviços de corretagem principais do Goldman Sachs, quase metade não conseguiram sobreviver. A maioria acabou mesmo por ser encerrada nos primeiros três anos de atividade, conclui um relatório do Goldman Sachs, citado pela Bloomberg. Mas, segundo o gigante de Wall Street, há uma forma de baixar a probabilidade de insucesso: arrancar o fundo com um capital mínimo de 250 milhões de dólares. Abaixo disso, estes fundos têm uma probabilidade de sobrevivência de um em dois. "Há provavelmente cinco a 10 pessoas por aí, mulheres e homens, que valem mais que as suas comissões", adiantou, este mês, o lendário gestor de fundos de cobertura de risco Stan Druckenmiller. No entanto, o gestor admite que ainda que haja superestrelas, "precisamos regressar a 200 ou 300 dos 4.000" fundos que existem. Nem todos têm capacidade para driblar as dificuldades no mercado e garantir retornos fora de série.

 

Jornalista

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