Patrícia  Abreu
Patrícia Abreu 07 de novembro de 2018 às 21:09

O que se passa com o mercado petrolífero?

A queda abrupta dos preços do petróleo para mínimos de 2004 levou os maiores produtores mundiais a discutir, em 2016, um plano de cortes, que viria a ser fechado em Novembro desse ano e implementado no arranque de 2017.

Quase dois anos após esse acordo histórico que incluiu os países da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP), mas também a Rússia, discute-se a nova estratégia do cartel. É que se a redução da oferta, que entretanto a organização começou a inverter, teve efeito numa forte recuperação das cotações, permitiu também que as petrolíferas norte-americanas aumentassem a sua produção.

Tudo estaria bem, e haveria mercado para todos, se os preços não voltassem novamente a cair. Com a instabilidade nos mercados financeiros, o "ouro negro" não tem escapado à volatilidade e regista o maior ciclo de quedas desde 2014.

A matéria-prima até chegou a subir mais de 1,5% durante a sessão de ontem, depois de a OPEP ter sinalizado que depois de seis meses de aumentos consecutivos de produção, os membros do cartel estarão a preparar-se para a cortar. No entanto, a perspectiva de produção recorde nos EUA abafou o impacto dessa mudança estratégica. Parece que a OPEP terá que fazer mais se quer puxar pelos preços.

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