Patrícia  Abreu
Patrícia Abreu 20 de fevereiro de 2019 às 18:56

O que seria das bolsas se Trump não fosse presidente?

As bolsas americanas interromperam, no último ano, a maior série de ganhos da sua história. Uma tendência de subida que remonta a março de 2009.

Ainda assim, o presidente dos EUA, desde o início da sua administração, habituou-se a chamar a si os ganhos nas ações. Através dos seus "tweets", Donald Trump por várias vezes atribuiu os recordes nas bolsas às suas medidas e à sua governação. E agora volta a fazê-lo. Numa nova mensagem divulgada através da rede social, Trump adianta que se tivesse perdido a corrida presidencial em 2016, o mercado acionista teria colapsado. É certo que os estímulos orçamentais e as promessas de corte de impostos ajudaram a aumentar o otimismo dos investidores no país, houve também notícias protagonizadas pelo presidente dos EUA que não foram as mais favoráveis para os mercados financeiros, como a guerra comercial. O ataque de Trump à China e as ameaças de maiores taxas para bens provenientes deste país refletiram-se num acréscimo do nervosismo, num momento em que a economia está numa fase madura do ciclo de crescimento. Ainda assim, Trump pode seguramente gabar-se de parte da recuperação em 2019. Basta saber até quando.

 

Jornalista

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