Patrícia  Abreu
Patrícia Abreu 04 de julho de 2019 às 19:23

OPEP ajuda concorrentes, mas não por muito tempo

A política de cortes de produção de petróleo da OPEP foi determinante para terminar a espiral de queda dos preços da matéria-prima, que levou as cotações para mínimos de 2009.

Mas, os esforços para suportar os preços do petróleo e reequilibrar as contas dos países produtores acabou também por ajudar os seus principais concorrentes. A recuperação das cotações permitiu às exploradoras de petróleo de xisto aumentar a sua produção para níveis sem precedentes. Devido aos elevados custos de exploração, os baixos preços do "ouro negro" levaram as petrolíferas de xisto a cortar a fundo a sua produção. Contudo, nos últimos anos, estas empresas têm vindo a roubar quota de mercado à OPEP, uma progressão patrocinada pelas medidas do cartel. Mas, segundo o JPMorgan isto deverá estar prestes a terminar. O banco de investimento, citado pela CNBC, defende que uma queda gradual dos preços nos próximos anos deverão levar a Arábia Saudita e a OPEP a reclamar o domínio na produção de petróleo a nível global. Para Christyan Malek, analista do JPMorgan, para já a OPEP está determinada em manter o preço suportado nos 60 dólares, mas a estratégia do grupo pode mudar. Uma mudança que pode sair cara aos produtores de xisto.

 

Jornalista

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