Raquel Godinho
Raquel Godinho 25 de julho de 2017 às 21:36

Para quem são boas as matérias-primas? 

Há uma classe de activos que não tem vivido um período fácil: as matérias-primas. O índice Bloomberg Commodities, que segue um conjunto de matérias-primas, recua cerca de 5% desde o início do ano.

Isto depois de, em 2016, ter interrompido um ciclo de cinco anos consecutivos de perdas. As estatísticas negativas vão ainda mais longe: nos últimos dez anos, este índice perdeu 6,5% por ano, em média. Pelo contrário, neste mesmo período, o principal índice accionista mundial, o S&P500, registou um ganho anual médio de 7%. Uma divergência que, segundo a Bloomberg, tem mesmo levado muitos investidores a questionarem o investimento nesta classe de activos. Até porque, pelas suas características, não distribuem dividendos, como é o caso das acções, nem pagam juros, como as obrigações. Mas, se os últimos anos têm sido de más recordações para os investidores em matérias-primas, o mesmo não se pode dizer dos "traders". Isto porque, sublinha a Bloomberg, esta classe de activos gozou de oportunidades cíclicas de ganhos. Gozou de períodos de volatilidade que tipicamente dão oportunidade aos "traders" de ganhar ou perder muito dinheiro num curto espaço de tempo. Há sempre quem ganha e quem perde.

 

Jornalista

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