Alexandra  Machado
Alexandra Machado 18 de junho de 2019 às 21:02

Pessimismo ou pressão dos mercados?

Pessimismo arrasta, claro, pessimismo. Os investidores parecem estar a fugir às ações. E explica-se este sentimento com as perspetivas económicas mundiais em particular pela guerra comercial que arrasta vários países.
Desta vez foi a Merrill Lynch a escrever que o sentimento negativo que tem inundado os mercados de capitais e levado vários títulos a entrarem em "bear market" - com quedas superiores a 20% desde o último pico - não acontecia desde a crise financeira de 2008. Uma frase que por si só faz estremecer os mais afoitos ao risco e os mais pessimistas.

Pessimismo arrasta, claro, pessimismo. Os investidores parecem estar a fugir às ações. E explica-se este sentimento com as perspetivas económicas mundiais em particular pela guerra comercial que arrasta vários países. Tudo alertas que, em muitas mentes, tem um destinatário: a Fed, cuja reunião para decidir a sua política monetária, acontece esta semana. E o que os bancos centrais fizerem... assim reagirão os investidores.

Veja-se o exemplo desta terça-feira. Mario Draghi não revelou muito além do que já tinha referido depois da reunião do BCE há uma semana. Mas logo se viu uma mensagem de que o BCE estaria a preparar-se para mais medidas de estímulo económico. O que fez valorizar as ações europeias e, ao mesmo tempo, levou os juros das dívidas soberanas europeias a caírem. Foram palavras. E não muito diferentes das proferidas anteriormente. Os pessimistas querem muito ver sinais de otimismo. 
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