Patrícia  Abreu
Patrícia Abreu 01 de novembro de 2018 às 18:30

Pimco desiste da volatilidade quando ela está a aumentar  

Volatilidade, instabilidade, incerteza. Estas têm sido as palavras que dominam os comentários dos analistas sobre os mercados financeiros.

Depois de anos anormalmente calmos nas bolsas, em que a volatilidade praticamente não existiu devido à acção dos bancos centrais mundiais, o chamado índice do medo voltou a mexer.

 

O VIX, o índice que mede a volatilidade da bolsa norte-americana, disparou para máximos de Fevereiro, a reflectir as oscilações do mercado, num período marcado por vários riscos.

 

Ainda assim, e apesar de a expectativa apontar no sentido de maior volatilidade nos mercados accionistas, a Pimco encerrou o seu fundo de cobertura de risco de volatilidade, reembolsando o capital aplicado no produto aos detentores das unidades de participação.

 

A gestora justifica a decisão com o facto de o produto não conseguir entregar resultados aos investidores. Apenas entre Janeiro e Setembro, o fundo desce 2,6%, tendo subido 1,4% no ano passado.

 

Dado o ambiente de maior instabilidade que os mercados vivem, o "timing" desta liquidação é, no mínimo, questionável. Se há alturas em que fazem sentido estratégias de volatilidade é quando os mercados estão mais nervosos.

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