Raquel Godinho
Raquel Godinho 09 de abril de 2019 às 08:30

Quem é que participou nos ganhos de Wall Street?

O estratega do Bank of America/Merrill Lynch realçou que, ainda que não seja a primeira vez que as ações sobem enquanto sai dinheiro dos fundos, desta vez a magnitude de ambos os movimentos foi superior.

Há uma questão que tem estado a inquietar os analistas. É que os principais índices acionistas viveram, entre janeiro e março, o melhor trimestre em quase uma década. Mas, ao mesmo tempo, saiu dinheiro dos fundos de investimento e também dos ETF (exchange-traded funds). De acordo com os dados da EPFR, citados pelo "MarketWatch", foram retirados 39,1 mil milhões de dólares de fundos de ações dos Estados Unidos, no primeiro trimestre. No mesmo período, o S&P500  avançou 14%. "Esta tem sido uma grande questão para nós: como é que isto é possível", sublinhou Jared Woodward, ao mesmo jornal. O estratega do Bank of America/Merrill Lynch realçou que, ainda que não seja a primeira vez que as ações sobem enquanto sai dinheiro dos fundos, desta vez a magnitude de ambos os movimentos foi superior. Por isso, os especialistas do BofA tentaram encontrar explicações. Uma delas pode ser o ritmo do programa de recompra de ações das empresas americanas, que totalizou 227 mil milhões de dólares, no primeiro trimestre. Um valor que superou os 143 mil milhões de dólares do período homólogo. Mas este é um fator extraordinário, que pode não voltar a repetir-se. Por isso, pode apontar para alguma fragilidade dos ganhos.

 

Jornalista

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