Patrícia  Abreu
Patrícia Abreu 02 de julho de 2018 às 21:04

Uma sensação de "déjà vu" nas moedas virtuais  

A bitcoin é a criptomoeda mais popular, mas não é a única. Existem centenas destas moedas virtuais, cuja criação disparou após os recordes alcançados no último ano.

Contudo, com a mesma facilidade que surgiram, através de ofertas iniciais de moeda (ICO, na sigla em inglês), também estão a desaparecer. De acordo com a CNBC, mais de 800 criptomoedas desapareceram ou valem menos de um cêntimo. E a bitcoin afunda cerca de 70% desde que tocou um recorde quase nos 20 mil dólares no ano passado. Esta forte queda surge depois de no ano passado ter havido uma explosão de ICO, com as empresas a levantarem 3,8 mil milhões de dólares através destas operações. Em 2018, apesar do mau comportamento destes activos, as ofertas iniciais de moeda superam os 11,8 mil milhões de dólares, segundo dados da CoinSchedule. O problema é que muitas destas moedas virtuais estão a sucumbir. Uma ascensão e queda demasiado rápida, depois dos meses de "glória" vividos no final de 2017. Mas não é a primeira vez que acontece algo semelhante nos mercados. No início dos anos 2000, muitas foram as tecnológicas que nasceram e ficaram pelo caminho. Apenas as mais fortes resistiram. Quantas criptomoedas irão sobreviver no final?

 

Jornalista

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