Patrícia  Abreu
Patrícia Abreu 10 de julho de 2018 às 21:10

Ursos só vão atacar as acções em 2020? 

Basta ter sangue-frio para aguentar as oscilações do mercado, sobretudo no Verão. A partir do próximo ano, diz o JPMorgan, "a história torna-se um pouco mais complicada".

Muito se tem discutido sobre o fim do ciclo de ganhos nas bolsas mundiais, após anos de subidas. E os acontecimentos dos últimos meses só serviram para intensificar as preocupações dos investidores em torno das acções. Questões como a escalada de conflitos geopolíticos, o risco de uma a guerra comercial ou a normalização das taxas de juro têm aumentado o nervosismo nos mercados financeiros, mas poderá não estar para já uma crise nas bolsas. De acordo com uma notícia da CNBC, as acções podem viver mais 18 meses de ganhos, um período após o qual deixarão de estar nas boas graças dos investidores. Assim, com as tensões comerciais e a incerteza política "descontados" nas cotações, Mike Bell, estratego de mercados global do JPMorgan AM, defende que ainda há espaço para ganhos nas acções. "É tudo uma questão de horizonte temporal", explica o especialista, citado pela CNBC, adiantando que se olhar para a segunda metade do ano "há muitas má notícias descontadas actualmente", mas argumenta que ainda há boas oportunidades nas bolsas. Basta ter sangue-frio para aguentar as oscilações do mercado, sobretudo no Verão. A partir do próximo ano, diz o JPMorgan, "a história torna-se um pouco mais complicada".

 

Jornalista