"O Sporting controla hoje mais de 60% da SAD e aquilo que sempre dissemos, e insisto, é que não admito, em caso algum, o Sporting não ter a maioria da SAD. Não é nossa intenção reduzir esse controlo. Aumentá-lo pode ser uma opção", defende o candidato.
O ex-banqueiro considera que a participação do clube no capital da SAD é "indiferente". Desde que tenha uma posição de controlo, "o efeito em termos de gestão" é o mesmo. Assim, admite que o clube detenha menos do que os actuais cerca de 60% da SAD.
"Não admitimos nenhuma redução da participação no capital da SAD neste momento. Estamos focados em au- mentar o capital [detido] e não reduzir. Concordamos ainda menos com quem quer vender quando as acções estão altamente desvalorizadas", argumenta.
"O clube deve ter sempre o controlo da SAD mas, simultaneamente, precisa ser um negócio rentável para os seus accionistas. Não é possível entusiasmar investidores e accionistas, mesmo que individuais, se a SAD for gerida de forma amadora", defende.
"O meu projecto não admite que o Sporting tenha uma participação minoritária na SAD, seja em que circunstância for", garante. Aliás, diz, o objectivo passa por reforçar a posição para 90% e tentar a compra dos restantes 10% e procurar investidores.
"Não admitimos que possa ser reduzida a participação no capital social da SAD. Aliás, prevemos, havendo condições para tal, o seu reforço", diz o candidato. Assim, a possibilidade de o clube deixar de ser maioritário na SAD nem se coloca, sublinha.
O candidato mostra-se prudente sobre este tema, mas assume que seria uma boa solução. "Nós não conhecemos os detalhes do acordo, no entanto, e com a informação que é pública, parece-nos um bom acordo e, se assim for, claro que o assinaremos", afirma.
O candidato assume que a recompra dos VMOC é um passo importante, que permitirá, mais tarde, fazer um aumento de capital. Acredita que poderá negociar com o BCP e Novo Banco para pagar 110 milhões para amortizar cerca de 305 milhões de euros de dívida.
"Quando entrarmos, assumindo que ganhamos, teremos de analisar toda a informação ao detalhe antes de tomar qualquer decisão. No entanto posso garantir que faremos igual ou melhor que esse acordo", assegura o candidato da Lista D.
O candidato da lista E refere-se de forma sucinta à questão do acordo negociado pela anterior direcção com BCP e Novo Banco sobre os Valores Mobiliários Obrigatoriamente Convertíveis (VMOC). "Se for bom para o Sporting, sim, assinarei", sintetiza.
O candidato da Lista F assume que irá assinar o acordo que classifica de "extremamente vantajoso". "Estou perfeitamente familiarizado com o processo de reestruturação em curso e tenho detalhes da sua execução fornecidos por Carlos Vieira", diz.
"Pelo conhecimento que detemos deste assunto, o acordo negociado com os bancos prevê a venda das VMOC por 30% do seu valor, o que é um manifesto benefício para o Sporting. Confirmando-se estes dados, haverá todo o interesse em assinar o acordo".
O candidato da Lista A considera difícil realizar a emissão antes de Novembro. "O sucesso da operação implica a elaboração de um bom plano estratégico a 3 anos", diz. Admite que a emissão a realizar em Novembro seja num valor total de 60 milhões de euros.
"Temos de fazer as emissões obrigacionistas. São fundamentais", defende. O candidato da Lista B considera "incrível" que o Sporting tenha falhado o reembolso do anterior empréstimo em Maio, adiando para Novembro o pagamento aos investidores.
"Recuperada uma boa parte da credibilidade perdida com os tristes acontecimentos dos últimos meses acreditamos não haver dificuldade em refinanciar o empréstimo obrigacionista com uma nova emissão. E iremos fazê-lo", indica o médico e candidato.
Sem se referir directamente à emissão obrigacionista, o advogado e candidato refere que "temos as parcerias estratégicas - Julio Brant, no Brasil, e AaKNJ, na China - que garantem o dinheiro para investir onde o Sporting mais precisar".
Admite dificuldades de "timing" para realizar uma emissão, mas destaca que o mercado continua "muito aliciante". O advogado admite proceder a um novo adiamento do empréstimo obrigacionista que expirava em Maio e foi prorrogado para Novembro.
"A emissão de um empréstimo obrigacionista, até aos montantes autorizados, está a ser equacionada no âmbito das opções de normalização e reestruturação financeira que estamos a avaliar", explica o empresário e candidato à presidência do Sporting.