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BEI e a AllianzGI lançam fundo de ação climática de 500 milhões para emergentes

Fundo tem como objetivo movimentar capital privado para projetos que ajudem países emergentes e em desenvolvimento em África, Ásia ou América Latina a adaptarem-se aos impactos das alterações climáticas.

Diana do Mar dianamar@negocios.pt 08 de Novembro de 2021 às 11:48
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O Banco Europeu de Investimento (BEI) e a gestora de ativos Allianz Global Investors (AllianzGI) lançaram, esta segunda-feira, o Emerging Market Climate Action Fund (EMCAF), um "fundo de fundos" destinado a apoiar projetos e investimentos centrados no clima em mercados emergentes e em países de desenvolvimento.

O foco do novo fundo, que nasce com uma dimensão-objetivo de 500 milhões de euros, vai para a mitigação e adaptação ao clima, bem como para o acesso à eletricidade.

O EMCAF vai investir em fundos de investimento especializados, que podem apoiar projetos como parques eólicos onshore e fábricas solares fotovoltaicas ou pequenas e médias fábricas hidroelétricas, mas também iniciativas de eficiência energética em habitações ou na indústria, ou outras com benefícios ambientais ou de eficiência de recursos.

O financiamento pode alargar-se também a "projetos que apoiem as cidades ou os sistemas de transporte público para que se tornem mais resilientes às inundações ou ao calor", de modo "a ajudar os países emergentes e em desenvolvimento a adaptarem-se aos impactos das alterações climáticas", explica a AllianzGI, num comunicado enviado às redações.

"Espera-se que os investimentos do EMCAF apoiem uma quantidade significativa de nova capacidade de energia limpa em todo o mundo", sublinha a AllianzGI, apontando que "este fundo alternativo aspira a converter-se numa iniciativa europeia emblemática de investimento de impacto, capaz de mover montantes substanciais de capital privado para pôr em marcha projetos de ação climática em África, Ásia, América Latina e Próximo Oriente".

O fundo resulta de uma parceria público-privada, que junta os governos da Alemanha e do Luxemburgo, o Fundo Nórdico de Desenvolvimento, contando então com a Allianz, a Folksam e o BEI como investidores principais. O BEI comprometeu-se com 50 milhões de euros, enquanto as empresas do Grupo Allianz vão entrar com uma fatia de até 200 milhões e o Folksam com 150 milhões de euros.

Enquanto consultor de investimentos da EMCAF, o BEI será o responsável pela análise de mercado, a identificação e avaliação dos investimentos, incluindo os aspetos ambientais e sociais. Já a AllianzGI vai atuar como gestor de fundos de Investimento Alternativo (AIFM, da sigla em inglês), figurando como responsável pela gestão e a tomada de decisões do fundo.

Na mesma nota, a gestora adianta ainda que o EMCAF cumpre a nova taxonomia da UE, encontrando-se acreditado como um veículo oficial de ajuda ao desenvolvimento junto da OCDE, ficando prometido aos investidores a entrega de relatórios de impacto transparentes, com indicadores-chave de desempenho, como sejam a eletricidade renovável produzida ou as emissões evitadas de CO2.

 

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