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EDP: Estratégia baseada nas energias renováveis

Nos próximos quatro anos a EDP vai investir 12 mil milhões de euros de investimento, em energias renováveis e os outros 3 mil milhões são para redes e soluções para clientes.

Filipe Fernandes ffernandes@mediafin.pt 07 de Outubro de 2020 às 16:00
António Martins da Costa salienta que 75% do investimento da EDP será feito em renováveis.
António Martins da Costa salienta que 75% do investimento da EDP será feito em renováveis.
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"A estratégia de descarbonização da EDP já tem vários anos", diz António Martins da Costa, membro do conselho de administração executivo da EDP. Em 2019 quando apresentaram o plano estratégico a longo prazo previsto, "dissemos que íamos investir em energia renovável 75% do total do investimento que prevíamos para os próximos 4 anos, e temos um plano que aponta para 12 mil milhões de euros de investimento, em energias renováveis e os outros 3 mil milhões são para redes e soluções para clientes".

Esta aposta passa, para além da energia renovável, por soluções de eficiência energética, por exemplo, instalação de energia fotovoltaica e painéis solares em clientes, a aceleração da rede inteligente com contadores inteligentes em todo o país em 2022, “o que dá outra fiabilidade e outra capacidade de gestão de todo o sistema, entre a geração e o consumo” diz António Martins da Costa.

O armazenamento de energia é outra aposta através de uma tecnologia nova, “porque quanto mais renováveis temos no sistema, mais importante é ter capacidade de armazenamento para fazer aos desequilíbrios que existem entre uma energia mais intermitente e um consumo mais estável ou mais contínuo”.

Sem carvão

António Martins da Costa sublinhou que não há uma aposta em geração de combustíveis fósseis ou de outra natureza perniciosa para o ambiente. “Estamos a fazer precisamente o contrário e a caminhar no sentido da descarbonização e do objetivo de sermos neutros em carbono até 2050 e ter, até 2030, 90% da nossa energia gerada por fontes renováveis e também vamos ter 90% de redução das emissões de carbono”.

Neste aspeto a EDP vai encerrar a central a carvão de Sines em janeiro de 2021 em vez de 2023. Segundo António Martins da Costa, “garantindo, obviamente, a colocação e requalificação dos trabalhadores que operavam nessa Central, garantindo também que aquela infraestrutura possa vir a ser aproveitada para outras atividades e portanto, estamos a substituir essa produção a carvão, por produção renovável seja ela eólica, seja ela solar”.

Em relação às centrais de carvão em Espanha vai ser encerrada a unidade 3 de Sotto Ribera e a de Aboño está em curso um projeto de conversão da central, que prevê a substituição do carvão por gases siderúrgicos nos próximos anos num grupo, mantendo-se um segundo grupo como apoio a indisponibilidades. No Brasil, a central no Ceará poderá deixar de funcionar a carvão antes de 2030.

Para António Martins da Costa, “há uma grande preocupação de descarbonizar, nós acreditamos nas duas grandes linhas de sustentabilidade que é a linha da eletrificação de consumo e da descarbonização da geração que alimenta esses consumo e portanto, é nessas duas linhas que nós estamos a trabalhar”.

A dose dos incentivos

Em relação aos incentivos que são dados pela aposta nas energias renováveis, António Martins da Costa, “o incentivo tem que ser na dose certa, no tempo certo e com intensidade decrescente certa”. Afirmou que os governos têm objetivos e compromissos internacionais a atingir para combatera as alterações climáticas provocadas pelas emissões de CO2. Para serem cumpridos tê de criar incentivos. “Claro está que as tecnologias quando são ainda inovadoras são mais caras do que as outras tecnologias e precisamente é que é preciso o incentivo, senão não há investimento”.

Na sua opinião os incentivos devem ser limitados no tempo. Maiores no início e há medida que a tecnologia começa a ter um custo de funcionamento menor e se aproxime dos preços de mercado, terminam e fica-se a funcionar em mercado normal e a competir. Não deixa de alertar que depois há regras contratuais que defendem os investimentos feitos na “perspetiva de uma determinada estabilidade do seu investimento”, diz António Martins da Costa.

No caso dos EUA todo os incentivos às energias renováveis são aprovados em Congresso, e é o contribuinte a pagar. Na Europa, tendencialmente tem sido mais a partir do consumidor. “É uma opção política mas o contribuinte e o consumidor são o mesmo”.

 

Nos últimos anos tem havido um desenvolvimento crescente de projetos que permitam às empresas ser sustentáveis.

 

A EDP acredita nas duas grandes linhas da sustentabilidade, a eletrificação do consumo e a descarbonização da geração.
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