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Transição climática só é possível com a transformação digital da sociedade

A transformação digital que o mundo tem de fazer como meio para se alcançar uma sociedade mais sustentável foi o tema da talk ‘Transformação Digital em Sustentabilidade – Compreender o presente, preparar o futuro’.

Negócios 14 de Outubro de 2021 às 22:23
Luísa Ribeiro Lopes, presidente do .PT; Diana Ramos, diretora do Jornal de Negócios e Vanda Jesus, diretora-executiva do Portugal Digital
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A necessária transição para um mundo mais sustentável só é possível com a transformação digital da sociedade em que vivemos. Uma dupla transição que se entrecruza na prossecução dos 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável a atingir até 2030. O tema esteve em debate na talk ‘Transformação Digital em Sustentabilidade – Compreender o presente, preparar o futuro’, que teve lugar a 14 de outubro, naquele que é o segundo ciclo de talks sobre sustentabilidade organizado pelo Jornal de Negócios. A talk contou com a abertura Institucional de André de Aragão Azevedo, secretário de Estado para a Transição Digital; e com um painel composto por Luísa Ribeiro Lopes, presidente do .PT; Vanda Jesus, diretora-executiva do Portugal Digital; e por Pedro Pereira, diretor para a Ação Climática e Sustentabilidade da SAP EMEA Sul. A moderação esteva a cargo de Diana Ramos, diretora do Jornal de Negócios.

"A transição digital e a transição em prol da sustentabilidade andam a par e passo", começou por assinalar Luísa Ribeiro Lopes, que recorda que o mundo inteiro está comprometido com os 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), lançados pela Organização das Nações Unidas. "Como é que a transformação digital aparece aqui? A educação é fundamental. Eu diria que transformação digital sem capacitação digital não existe. Precisamos urgentemente que as pessoas tenham uma educação melhor, uma educação com competências digitais, uma educação que as torne mais informadas para poderem fazer escolhas mais informadas. As pessoas mais informadas tomam opções mais sustentáveis e é esse o percurso que nós temos que fazer", acrescentou.

Para cumprir esta meta, Portugal tem um Plano de Ação para a Transição Digital assente em três pilares: capacitação das pessoas, transformação digital das empresas e digitalização da administração pública.

Na área das competências digitais, Vanda Jesus recordou que, no Índice de Digitalização da Economia e da Sociedade, Portugal está neste momento em 19º lugar, sendo a área do talento uma das que precisa de ser bastante trabalhada. "É interessante perceber que onde estamos piores é exatamente no talento. Eu diria que com o projeto Upskill, para requalificação de pessoas; com o programa Eu Sou Digital, que tem por objetivo incluir um milhão de cidadãos que não tem acesso; e com o Emprego Mais Digital, para dar competências digitais à população ativa, não podemos perder esta oportunidade de trabalhar aquilo que é o analfabetismo do seculo XXI. E para melhorar nos rankings internacionais, porque isso faz com que a nossa economia consiga melhorar com esta capacitação", salientou.

Para além do papel da educação para a transformação digital, é preciso investimento para que a sociedade evolua, no seu todo, no sentido de cumprir estes ODS. A diretora-executiva do Portugal Digital destacou o papel do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) para ajudar Portugal nesta dupla missão: "O PRR tem três grandes pilares: a resiliência, o clima e o digital. Se juntarmos tudo o que tem a ver com o clima e o digital estamos a falar de 60% daquilo que é o plano".
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