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“A sustentabilidade faz parte dos valores essenciais da nossa cultura”

Não basta um país, uma empresa, ou um continente fazer bem as coisas, porque os desafios que temos são à escala global se queremos ter desenvolvimento sustentável e harmonioso, economia mais justa, modelo social mais equilibrado no futuro.

Negócios 01 de Julho de 2021 às 13:45
Miguel Maya, presidente executivo do Millennium bcp
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"A sustentabilidade não é uma ameaça. Ameaça é se nós não fizermos nada e se não nos prepararmos para o que são os desafios da sustentabilidade", afirma Miguel Maya, presidente executivo do Millennium bcp. Esta organização "tem a clara consciência de que o que está em causa é algo de uma importância tão grande que vai ter implicações muito profundas na qualidade de vida das pessoas e na qualidade do nosso próprio futuro, se não o encararmos de uma forma bastante determinada e com objetivos concretos".

O Millennium bcp olha para a sustentabilidade como uma oportunidade de contribuir ativamente para o desenvolvimento sustentável dos modelos de negócio, a começar no próprio banco, que quer ser um exemplo. "Assumimos o compromisso de só utilizar energias com fontes renováveis já este ano. Não é um tema para dentro de alguns anos, já o estamos a fazer e foi um compromisso que apresentámos perante a sociedade", afirma Miguel Maya.

As preocupações com a sustentabilidade estão nas próprias práticas de avaliação de projetos de investimento, na concessão de crédito aos clientes para os auxiliar na sua transição. "Toda a componente de comercialização e disponibilização de produtos e serviços financeiros deve ter presente, desde a sua conceção e desenho, o contributo para um mundo mais sustentável."

Por isso, o banco trabalha de uma forma detalhada, assumindo objetivos concretos de desenvolvimento sustentável e partilhando e comunicando os objetivos. "Não basta ter os objetivos internos, têm de ser medidos e partilhados com a sociedade, para a própria sociedade perceber o que é que nós estamos a fazer nesta matéria. É por isso que o Millennium bcp publica os objetivos de desenvolvimento sustentável e o relatório de sustentabilidade do banco, no qual assume claramente os compromissos que pretende atingir nos próximos anos", acentua Miguel Maya.

 

Os três pilares

A sustentabilidade tem três pilares que a suportam: ambiental, social, governança. "Nós próprios temos de garantir que os processos que temos, o modelo de organização do próprio banco, têm de ser coerentes com essas práticas, senão ficamos apenas no domínio das intenções", diz Miguel Maya, para quem a própria definição de perfil de risco que querem assumir tem de estar quantificada com métricas concretas.

Sublinha que é essencial "preparar as nossas equipas para poderem auxiliar os clientes a fazerem também eles essa transição. Porque no limite, até por uma perspetiva egoísta, nós temos a clara consciência dos riscos ambientais, não só os riscos específicos, mas também os riscos de transição e, portanto, nós ficamos mais expostos se não ajudarmos os nossos clientes também nessa jornada."

"A sustentabilidade não é um tema de marketing e de comunicação, é um tema fundamental, intrínseco, acreditamos que tem uma importância relevante para o futuro. Hoje faz parte dos valores essenciais da cultura do Millennium bcp", assegura Miguel Maya.

O presidente da comissão executiva considera que desta transformação resulta a exigência de cooperação, de colaboração entre todos, porque os desafios não são passíveis de serem enfrentados de forma individual. "Não basta um país, uma empresa, ou um continente fazer bem as coisas, porque os desafios que temos são à escala global se queremos ter um desenvolvimento sustentável e harmonioso, uma economia mais justa, um modelo social mais equilibrado para o futuro."

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