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Negócios: Cotações, Mercados, Economia, Empresas

Capitalização mundial das empresas altamente emissoras de CO2 é o triplo das de baixo carbono

O valor de mercado das empresas com altas emissões de dióxido de carbono (CO2) no mundo é três vezes superior ao das empresas com atividades baseadas em baixas emissões do principal gás responsável pelo aquecimento global, segundo a OCDE.

12:22
Capitalização mundial das empresas altamente emissoras de CO2 triplica o das de baixo carbono
Capitalização mundial das empresas altamente emissoras de CO2 triplica o das de baixo carbono Vítor Mota
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Num relatório dedicado ao alinhamento do sistema financeiro com os objetivos climáticos, publicado esta terça-feira, a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) indicou que as empresas de setores de baixo carbono representavam cerca de 5% da capitalização bolsista mundial em 2025.

Na América do Norte e no Leste Asiático, regiões que representam cerca de 70% do volume total dos mercados de ações, essa percentagem é a mais elevada, rondando os 6%.

Em contrapartida, na América Latina, África e Oceânia, apenas 3% do valor bolsista se concentra em empresas que atuam em setores de baixas emissões. Nessas regiões, precisamente, as empresas com atividades responsáveis por elevadas emissões de CO2 representam cerca de 20% da capitalização dos respetivos mercados, o que evidencia a importância da indústria de extração e da indústria de alta intensidade energética.

Perante essa predominância nos mercados de ações, os autores do relatório sublinham que os investimentos em energias com baixas emissões de carbono aumentaram nos últimos anos e, em 2024, representaram 7% do total, enquanto os realizados em energias que utilizam combustíveis fósseis ficaram reduzidos a 4%.

Os investimentos em energias limpas ultrapassaram os realizados em combustíveis fósseis no período de 2021 a 2025 na América do Norte, na Europa e na região Ásia-Pacífico, enquanto o contrário aconteceu em África, na Eurásia, na América Latina e no Médio Oriente.

Se analisarmos especificamente os investimentos estrangeiros, que constituem um elemento relevante para influenciar a economia real dos países recetores, verifica-se que, entre 2016 e 2025, os fluxos para as energias renováveis mais do que duplicaram, e o seu peso relativo passou de menos de 10% para 15%.

Ao mesmo tempo, os investimentos estrangeiros em combustíveis fósseis sofreram oscilações durante esse período e a sua quota relativa baixou de 14% em 2016 para menos de 4% em 2025.

No mercado de dívida, as obrigações verdes corporativas representavam 4% do saldo total em 2025, um valor ainda inferior aos 5% dos títulos do setor dos combustíveis fósseis.

No entanto, em termos de fluxos, as emissões de obrigações verdes ultrapassaram em 2025, pelo quarto ano consecutivo, as destinadas a empresas com atividade no setor dos combustíveis fósseis.

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