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“Temos uma responsabilidade acrescida face a outras empresas”

Como empresa de consultoria, a Deloitte tem não só de fazer a sua própria transição verde como também ajudar os seus clientes a operarem de forma mais sustentável. Para isso, delineou vários programas em linha com a Agenda 2030.

Negócios 23 de Novembro de 2022 às 09:48
Afonso Arnaldo | Deloitte
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A Deloitte vê-se a braços com enormes desafios de forma a contribuir para um mundo mais sustentável. "Temos desafios em toda a linha", começa por referir Afonso Arnaldo, partner e líder de Sustentabilidade na Deloitte Portugal.

"O primeiro é a própria pegada da Deloitte a nível mundial e, por isso, temos várias iniciativas que tentam diminuir essa mesma pegada", mas tal atravessa toda a cadeia de valor: "Depois, temos tudo o que gira em torno da empresa, as nossas pessoas, as quais temos que desafiar para também contribuírem para a diminuição desta pegada e de uma maior sustentabilidade no planeta. Por outro lado, temos os nossos fornecedores, sem os quais não conseguimos viver, mas que são fundamentais também para que a nossa pegada e objetivos de sustentabilidade, e os deles, possam ser alcançados".

Por tudo isto, Afonso Arnaldo considera que a Deloitte tem "uma responsabilidade acrescida face a todas as outras empresas", na medida em que "como empresa de consultoria trabalhamos juntamente com os clientes para que possam eles também atingir os seus objetivos de sustentabilidade".

Perante tamanhas metas, a consultora desenhou vários programas com vista a alcançar vários objetivos ambientais, sociais e de governação (ESG, sigla em inglês). "Basicamente temos quatro grandes pilares de atuação", explica o responsável. O programa World Climate trabalha mais a área da sustentabilidade ambiental, com vista a alcançar a neutralidade carbónica alinhada com os objetivos globais a atingir em 2030. Por outro lado, o programa World Class trabalha as áreas da educação, empregabilidade, empreendedorismo e "visa, até 2030, também influenciar cerca de 100 milhões de pessoas", sublinha Afonso Arnaldo.

Existe ainda o programa Impact, que abarca todos os temas de inclusão, nomeadamente da comunidade LGBT+, inclusão de pessoas com deficiência, inclusão racial e étnica e também os temas relativos à igualdade de género e saúde mental. É, portanto, "um espectro largo em termos de objetivos ESG", refere. O quatro programa da Deloitte chama-se Impact Everyday e debruça-se sobre os temas não abrangidos pelos outros três programas, "mas que são também situações de emergência social, como foi o caso da COVID 19 ou a dos refugiados vindos da guerra na Ucrânia", explica.


No que respeita à iniciativa Negócios Sustentabilidade 2030, Afonso Arnaldo considera que "é uma iniciativa indispensável, deveríamos ter muitas destas espalhadas pelo globo". Acrescentando que "em Portugal, é um projeto fundamental porque congrega e explora aquilo que são os objetivos de cada empresa, dá a conhecer boas práticas e no fundo incentiva a que as empresas façam mais. E também que aquelas que ainda não estão a fazer, vendo o exemplo, possam também iniciar iniciativas próprias que visam a sustentabilidade do planeta".


O responsável da Deloitte deixa ainda um repto para que outras empresas se juntem a esta iniciativa e que criem elas próprias iniciativas para ajudarem na transformação o mundo. "Existem coisas adaptadas a todos, àqueles que já muito fizeram e àqueles que ainda estão a dar os primeiros passos", refere, acrescentando que "passo a passo, com certeza que será possível haver algo adaptado a cada um e em cada momento e, portanto, o importante é todos puxarmos por todos e visarmos um planeta mais sustentável".

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