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Bazuca europeia facilita economia circular e transformação digital

Os recursos financeiros que a União Europeia oferece com o seu plano de recuperação podem ser a chave de Portugal para a transição para uma economia circular e a transformação digital, que tem custos significativos, diz Pedro Siza Vieira.

Filipe S. Fernandes 14 de Outubro de 2020 às 16:17
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"Em Portugal no conjunto de instrumentos que dispomos no quadro financeiro comunitário plurianual, seja do Plano de Recuperação e Resiliência vamos dispor de verbas significativas para enfrentar com determinação os desafios das alterações climáticas e da transição digital", referiu Pedro Siza Vieira, ministro de Estado, da Economia e da Transição Digital, na conferência digital Economia Circular, no âmbito do Negócios Sustentabilidade 20/30, uma organização do Jornal de Negócios, que além de promover o debate institui o Prémio Negócios Sustentabilidade.

 
Acompanhe aqui a Conferência sobre Economia Circular

O ministro sublinhou que se houver alinhamento de objetivos e estratégias partilhadas entre agentes públicos e privados, estes recursos financeiros assegurados para apoiar todo este processo de mudança, "o desafio da Economia Circular não será um constrangimento mas uma grande oportunidade portuguesa".

 

Pedro Siza Vieira começou por elencar os desafios que as economias portuguesa e europeias enfrentam com a mudança para um paradigma de uma economia menos intensa na emissão de gases com efeito de estufa e na capacidade de redução os materiais e "as matérias que extraímos e utilizamos. O paradigma da economia circular insere-se nestas novas tendências, mas o esforço muito significativo para o modo com produzimos, consumimos, reutilizamos o produto da nossa atividade humana", disse Pedro Siza Vieira.

 

"Nos próximos anos as exigências sobre todos estes protagonistas vão aumentar, vamos ter de reduzir e eliminar a utilização de plásticos de uso único num conjunto de atividades, vamos ter de ser capazes de reaproveitar um conjunto muito significativo que fazem parte da nossa vida quotidiana, vamos ter de reciclar cada vez mais e com metas cada vez mais exigente um conjunto de resíduos da atividade humana".

 

Mas estas exigências vão-se traduzir em custos de produção, na criação de novos equipamentos que sejam capazes de aproveitar melhor estes resíduos, que vão significar investimentos muito significativos para os países, para as cidades, para as empresas", acentuou Pedro Siza Vieira. Na sua opinião, estes recursos financeiros que a União Europeia oferece com o seu plano de recuperação podem ser a chave de Portugal para a transição para uma economia circular e a transformação digital, que tem custos significativos.

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