Trading Terceira onda de correcção nos mercados pode estar a chegar

Terceira onda de correcção nos mercados pode estar a chegar

As quedas e a volatilidade que atingiram os diversos mercados accionistas a nível global ainda não acabaram.
Terceira onda de correcção nos mercados pode estar a chegar
Reuters
Negócios 21 de fevereiro de 2018 às 16:32

As quedas e a volatilidade que atingiram os diversos mercados accionistas a nível global podem ainda não ter acabado. Uma análise à história dos modelos de mercados mostra que "uma terceira onda" de correcções pode estar a caminho.

O alerta é do CEO da consultora financeira Longview Economics, em entrevista esta quarta-feira, dia 21 de Fevereiro, à CNBC. E surge um dia depois de o Morgan Stanley ter defendido que a turbulência nos mercados accionistas, que levou os índices norte-americanos a viverem a sua pior semana em dois anos, foi apenas "a entrada, não o prato principal". 

 

"A ideia de que o pior já passou é apenas o triunfo da esperança sobre a realidade", afirmou Chris Watling, acrescentando que estes fenómenos nos mercados tendem a acontecer em três fases. "A primeira onda foi a que vivemos a 26 de Janeiro nos EUA, depois houve um rally de alívio típico (a segunda onda), que ocorreu na semana passada, quando o S&P500 subiu 6%, a melhor performance semanal desde 2011. E provavelmente há uma terceira onda de novos mínimos ou de teste aos mínimos da primeira onda de venda". 

O CEO da Longview Economics acredita que o "ambiente actual é bastante perigoso" e fala numa "enorme complacência" do mercado. Chris Watling estranha que muitos analistas falem de uma correcção saudável dos mercados, e que encarem o que aconteceu como apenas um sell-off. Defendendo que não é habitual tanto optimismo e complacência perante a dimensão da queda. "Provavelmente haverá algum risco de quedas nas próximas semanas", conclui.

Estas são vozes preocupadas que estão, no entanto, longe de representar a maioria. A directora do FMI afirmou que o mini-crash nas bolsas era necessário e é muito bem-vindo. Também em entrevista à CNBC, Christine Lagarde defendeu que os preços dos activos estavam demasiado elevados e que a queda nas bolsas foi uma medida de correcção "salutar".



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