Mercados num minuto Abertura dos mercados: Bolsas sobem e petróleo recupera de mínimos antes de eleições na Holanda e Fed

Abertura dos mercados: Bolsas sobem e petróleo recupera de mínimos antes de eleições na Holanda e Fed

As bolsas europeias estão em alta e o petróleo a recuperar de mínimos de Novembro, no dia em que os eleitores holandeses vão às urnas e em que a Fed deverá anunciar uma subida dos juros nos EUA.
Abertura dos mercados: Bolsas sobem e petróleo recupera de mínimos antes de eleições na Holanda e Fed
Bloomberg
Rita Faria 15 de março de 2017 às 09:24

Os mercados em números

PSI-20 sobe 0,39% para 4.598,43 pontos

Stoxx 600 ganha 0,40% para 374,95 pontos

Nikkei desvalorizou 0,16% para 19.577,38 pontos

Juros da dívida portuguesa a dez anos sobem 0,4 pontos base para 3,970%

Euro ganha 0,23% para 1,0629 dólares

Petróleo em Londres valoriza 1,55% para 51,71 dólares o barril

 

Bolsas europeias sobem antes das eleições na Holanda e Fed

As bolsas europeias estão a negociar em alta esta quarta-feira, 15 de Março, dia que ficará marcado por dois eventos principais. Por um lado, as eleições na Holanda, que são vistas como um barómetro do populismo e, por outro, pela conclusão da reunião mensal da Fed, em que se espera que Janet Yellen suba novamente os juros nos Estados Unidos.

 

Além disso, são conhecidos os dados da inflação em França e Itália e os dados do desemprego na Zona Euro.

 

O índice de referência para a Europa, o Stoxx600, ganha 0,40% para 374,95 pontos, impulsionado sobretudo pelas cotadas do sector da energia, que estão a ser animadas pela subida do petróleo.

 

Na bolsa nacional, o PSI-20 ganha 0,39% para 4.598,43 pontos, depois de três sessões consecutivas de perdas, que arrastaram o índice nacional para mínimos de um mês. A impulsionar estão sobretudo os pesos pesados de Lisboa – Jerónimo Martins, EDP Renováveis, BCP e Galp Energia – com ganhos em torno de 0,5%.

 

Juros portugueses com subidas ligeiras em dia de leilão

Os juros da dívida pública portuguesa estão a registar subidas ligeiras em todas as maturidades, no dia em que o IGCP espera levantar até 1.500 milhões de euros num leilão de bilhetes do Tesouro a seis e 12 meses.

 

A tendência de agravamento estende-se à generalidade dos países do euro, com Espanha a registar uma subida de 0,6 pontos base para 1,878% na ‘yield’ da dívida a dez anos e Itália um avanço de 0,2 pontos para 2,343%. Na Alemanha, os juros sobem 0,2 pontos para 0,448%, levando o spread da dívida portuguesa a um aumento de 1,3 pontos para 132,7.

 

Dólar desce pela primeira vez em três sessões

O índice que mede a evolução do dólar face às principais congéneres mundiais está a descer depois de duas sessões consecutivas de ganhos, no dia em que se espera que a Reserva Federal norte-americana anuncie um aumento de 25 pontos base na taxa de juro de referência. O mercado atribui uma probabilidade de quase 100% a esta subida. 

 

O mercado antecipa ainda que Janet Yellen irá reiterar a intenção de aumentar os juros por mais duas vezes este ano.

 

O euro ganha 0,23% para 1,0629 dólares.

 

Petróleo recupera de mínimos de Novembro

O petróleo está a negociar em alta nos mercados internacionais, depois de ter completado ontem a sétima sessão consecutiva de perdas e ter anulado os ganhos desde o acordo da OPEP, em Novembro.

 

Nesta altura, o Brent, negociado em Londres, ganha 1,55% para 51,71 dólares enquanto o West Texas Intermediate (WTI), transaccionado em Nova Iorque, valoriza 1,84% para 48,60 dólares.

 

A matéria-prima foi fortemente penalizada pela notícia de que a Arábia Saudita aumentou a sua produção para mais de 10 milhões de barris por dia, em Fevereiro, numa altura em que os membros da OPEP estão a diminuir a oferta no âmbito do acordo de Novembro para atenuar o excedente global e reequilibrar o mercado.

 

Esta quarta-feira serão conhecidos os dados da Administração de Informação de Energia dos Estados Unidos sobre as reservas de crude no país que, segundo a Bloomberg, poderão ter subido em três milhões de barris na semana passada.

 

Cobre sobe pela quarta sessão

O cobre está a valorizar pela quarta sessão consecutiva, numa altura em que persistem as perturbações no fornecimento na maior mina do mundo, no Chile, depois de os trabalhadores terem recusado uma proposta de negociação. O cobre ganha 0,4% para 5.840,50 dólares por tonelada métrica.

Também o ouro está em alta, tendo o mercado já descontado a provável subida dos juros nos Estados Unidos, que tornará o metal precioso menos atractivo. O ouro sobe 0,35% para 1.203,35 dólares por onça, enquanto a prata valoriza 0,28% para 16,9318 dólares.

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