Trading Asos afunda mais de 13% com subida das vendas abaixo do esperado

Asos afunda mais de 13% com subida das vendas abaixo do esperado

As ações da retalhista britânica estão a reagir à evolução das vendas no segundo trimestre do ano fiscal, que registaram um crescimento de 11%, abaixo do esperado.
Asos afunda mais de 13% com subida das vendas abaixo do esperado
Bloomberg
Rita Faria 19 de março de 2019 às 10:44

As ações da retalhista britânica Asos afundaram na sessão desta terça-feira, 19 de março, depois de a empresa ter revelado que o crescimento das vendas no segundo trimestre foi inferior ao esperado.

Os títulos desvalorizaram um máximo de 13,22% para 2.790 pence, tendo depois atenuado a descida. Nesta altura, seguem com uma desvalorização de 2,12% para 3.147 pence.

A queda máxima das ações foi a mais pronunciada desde que, em dezembro, a empresa emitiu um "profit warning" na sequência de uma "deterioração significativa" das vendas em novembro, que a levou a cortar as estimativas de crescimento de 20 a 25% para 15%. Esse corte levou os títulos da Asos a afundarem um máximo de 43,22% na sessão de 17 de dezembro.

A evolução desta terça-feira acontece depois de a retalhista ter anunciado que as suas vendas aumentaram 11% nos três meses que terminaram a 28 de fevereiro, deixando-a mal posicionada para cumprir a meta, já de si menos ambiciosa.

"Os dados da Asos em relação à primeira metade do ano fiscal não são tão tranquilizadores como se esperava, depois da revisão em baixa, em dezembro", escreveu Paul Hickman, analista da Edison Investment Research, num comentário à Bloomberg. "Isso deixa a empresa com a tarefa de se alinhar com as estimativas no segundo semestre, o que não é a mensagem ideal para uma empresa que já reduziu essas metas".

A Asos também anunciou que está a procurar melhorar o seu desempenho nos EUA depois de um aumento inesperado da procura ter provocado atrasos na expedição das encomendas na sua unidade em Atlanta.

A empresa quer reduzir os preços e aumentar os gastos com marketing no segundo semestre, especialmente nos seus maiores mercados, França e Alemanha.

As vendas da marca própria da empresa, que representam 35% do total das suas mercadorias, só melhoraram ligeiramente no trimestre, depois de um desempenho dececionante nos primeiros três meses, disse o CEO, Nick Beighton, na conference call com analistas.


Marketing Automation certified by E-GOI