Trading BofA: Não é preciso ser muito esperto para escolher ações em vez de obrigações

BofA: Não é preciso ser muito esperto para escolher ações em vez de obrigações

O retorno dos dividendos das empresas supera a rendibilidade das obrigações a 10 anos, o que representa um indicador positivo para as ações face aos títulos de dívida.
BofA: Não é preciso ser muito esperto para escolher ações em vez de obrigações
Reuters
Negócios com Bloomberg 20 de novembro de 2019 às 15:45

Para o Bank of America Merrill Lynch (BofA) é fácil decidir que ativos devem ter maior peso numa carteira de investimento. As ações ganham às obrigações.

A conclusão consta de uma nota de research onde o banco de investimento de Wall Street antecipa uma valorização das bolsas norte-americanas, europeias e dos mercados emergentes.

 

De acordo com a Bloomberg, a sustentar a recomendação está a comparação entre a rendibilidade dos dividendos das empresas norte-americanas e a rendibilidade das obrigações norte-americanas a 10 anos.

 

O S&P500 (índice que agrupa as 500 maiores cotadas dos EUA) transaciona com um "dividend yield" superior à taxa de juro ("yield") das treasuries a 10 anos (atualmente abaixo dos 2%). Em 94% das ocasiões em que este cenário se verificou, as ações conseguiram um desempenho superior às obrigações nos 12 meses seguintes.

 

É com base nesta análise que o BofA conclui que "não é preciso ser muito esperto (‘no-brainer’)" para favorecer as ações em detrimento das obrigações na altura de tomar decisões sobre a alocação de ativos numa carteira de investimentos.     

 

O banco de investimento estima que o S&P500 vai chegar aos 3.300 pontos em 2020, o que implica uma valorização próxima dos 6% face aos atuais níveis. O BofA também está otimista para o mercado acionista europeu e para os mercados emergentes, estimando mesmo um maior potencial face às bolsas norte-americanas, devido ao maior espaço para revisões em alta nas estimativas dos resultados das cotadas.

 

No relatório com perspetivas para 2020, o banco de investimento reduziu a recomendação que atribui às tecnológicas (para "marketweight") devido ao risco de a guerra comercial transformar-se numa guerra tecnológica. E prefere as cotadas de menor dimensão, pois as "small caps" tendem a beneficiar mais com a melhoria dos lucros.

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