Outros sites Cofina
Notícias em Destaque
Notícia

Goldman continua a apostar na subida do petróleo

Os analistas do banco norte-americano não encaram o potencial aumento da oferta de crude no mercado, proposto pelos sauditas e russos, como um factor capaz de inverter a tendência de subida dos preços.

Bloomberg
Carla Pedro cpedro@negocios.pt 28 de Maio de 2018 às 18:35
  • Assine já 1€/1 mês
  • ...

As perspectivas para o preço do petróleo continuam a ser de subida. Quem o diz são os analistas do Goldman Sachs, citados pela Bloomberg. Na opinião do banco norte-americano, mesmo que o plano de Riad e de Moscovo no sentido de aumentar a oferta mundial vá em frente, isso não irá alterar a tendência altista do "ouro negro".

 

Os ministros da Energia da Arábia Saudita e da Rússia, os dois maiores produtores mundiais de petróleo, estiveram reunidos na sexta-feira em São Petersburgo para analisarem os termos da oferta internacional de crude no âmbito do acordo de corte de produção que está em vigor há 17 meses. E tudo aponta para que se decida um aumento das exportações em cerca de um milhão de barris por dia na reunião da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) no próximo mês em Viena.

 

Essa possibilidade fez cair os preços da matéria-prima, que marcaram a primeira queda semanal depois de seis consecutivas a subir. No entanto, isto não preocupa o Goldman Sachs.

 

No entender do banco, mesmo que a oferta mundial de crude seja incrementada em um milhão de barris por dia, isso só irá servir para compensar outras quedas de produção involuntárias.

 

O Goldman tem estado a apostar na subida dos preços desta matéria-prima desde inícios do ano passado, considerando que a crescente procura e as reduções de produção por parte da OPEP e dos seus aliados ajudarão o crude a recuperar. Agora que os preços desceram, depois de terem escalado para máximos de Novembro de 2014, o banco continua convicto de que a tendência primária continuará a ser de subida e que esta queda é apenas temporária.

 

As cotações do contrato de futuros do Brent do Mar do Norte – que é negociado em Londres e serve de referência às importações portuguesas – para entrega em Julho seguem a ceder 1,49% para 70,30 dólares por barril.

 

Também o contrato de Julho do West Texas Intermediate (WTI), transaccionado no mercado nova-iorquino, segue em baixa, com os preços a recuarem 2,08% para 66,47 dólares.

Saber mais Organização dos Países Exportadores de Petróleo Rússia Goldman Sachs Riad Moscovo Mar do Norte OPEP Viena Brent WTI energia
Outras Notícias