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Goldman menos optimista para as bolsas

O banco de investimento cortou a recomendação para as acções globais de "overweight" para "neutral".  

A desregulamentação será outra das bandeiras da administração Trump e já está em marcha. O novo Presidente assinou já uma ordem executiva que obriga a eliminar dois regulamentos por cada um novo que for criado. O magnata do imobiliário, que conta com vários antigos responsáveis da Goldman Sachs na sua equipa, pretende também diminuir a carga regulatória imposta sobre os bancos, rompendo com a tendência de maior exigência e controlo definida após a crise financeira de 2008. O presidente do BCE, Mario Draghi, foi um dos que veio condenar esta intenção.
reuters
Negócios com Bloomberg 15 de Março de 2017 às 17:01
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A perspectiva de agravamento das taxas de juro por parte dos bancos centrais e de agravamento das "yields" das obrigações levou o Goldman Sachs a recomendar uma postura mais cautelosa no investimento nos mercados accionistas.

 

"Com o ‘momentum’ do crescimento perto do pico e as taxas de juro a subirem mais com uma Fed agressiva, a assimetria para as acções está a ficar mais negativa", refere o Goldman Sachs numa nota enviada a clientes, que está a ser citada pela Bloomberg, onde a recomendação para as acções globais é reduzida de "overweight" para "neutral".

 

O banco de investimento mantém a recomendação de "overweight" (ponderação superior na carteira) para a liquidez ("cash") e de "underweight" (ponderação inferior na carteira) para as obrigações, citando a perspectiva mais forte de subida de juros por parte dos bancos centrais. A Fed tem nas últimas semanas adoptado um discurso mais agressivo, sendo quase certo que na reunião que termina esta quarta-feira anuncie a terceira subida da taxa de juro de referência, para 0,75%.

 

"Um ciclo de abrandamento torna as acções mais vulneráveis a taxas de juro mais elevadas e outros choques, como o risco político na Europa, nos Estados Unidos, matérias-primas e China", escrevem os analistas do Goldman Sachs.

 

Acrescentam que os bons dados económicos revelados nos Estados Unidos renovaram a confiança dos investidores para comprar acções no arranque deste ano, com as avaliações a serem suportadas pelas "yields" das obrigações "muito baixas". Contudo, alertam que a inflação está a acelerar.

 

"Em alguma altura, a subida das ‘yields’ das obrigações será um constrangimento para as acções", disse à Bloomberg Peter Oppenheimer, um dos analistas que participou na elaboração do relatório.

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