Trading Goldman Sachs vai dar conselhos de investimento ao cidadão comum

Goldman Sachs vai dar conselhos de investimento ao cidadão comum

O banco norte-americano está a construir um robot para dar conselhos de investimento a uma franja de clientes que normalmente não fazem parte do seu portefólio.
Goldman Sachs vai dar conselhos de investimento ao cidadão comum
Reuters
Mariana Adam 22 de março de 2017 às 19:31

A Goldman Sachs publicou na passada segunda-feira, 20 de Março, um anúncio no seu site onde revela que está a construir um robot para dar conselhos de investimento às massas. O banco, conhecido por ter como clientes alguns dos mais ricos e poderosos do mundo, está a tentar alargar a sua base de clientes para além da habitual elite.


O anúncio de emprego para funcionários que ajudem a construir a plataforma, revelado pela Reuters, refere que esta vai integrar a divisão de gestão de investimento do banco, uma área em rápido crescimento. Esta unidade, que a Goldman Sachs tem desenvolvido para diversificar as suas fontes de receitas, registou um recorde de 1,28 biliões de euros em activos sob supervisão no final de 2016.


A Reuters tentou obter um comentário oficial do porta-voz da Goldman Sachs a este anúncio publicado na área de empregos do site do banco, mas este recusou-se a fazê-lo.


O caminho de abertura a novos públicos começou a ser trilhado pelo famoso banco de investimento o ano passado quando lançou o Marcus, uma plataforma on-line para conceder pequeno crédito ao consumo, bem como contas poupança digitais e um mecanismo de poupança reforma on-line para pequenas empresas e startups – depois da aquisição do banco online da GE Capital.

Esta estratégia quer fazer concorrência à tradicional banca comercial, mas com uma nuance: estes serviços para o público em geral só estão disponíveis online. Por outro lado, destinam-se a um segmento específico, chamado 'mass affluent': para clientes com até um milhão de dólares em capacidade de investimento. Esta área tem visto um rápido crescimento, por habitualmente ficar em "terra de ninguém". Os bancos tradicionais de retalho não procuram soluções específicas para trabalhar estes clientes, e as grandes firmas de investimento procuram é os ultra-ricos, ignorando os que são "apenas" ricos.

Para a Goldman, esta decisão de alargar a base de clientes, além de diversificar as suas fontes de receita, passa também por uma estratégia de recuperação da imagem, afectada durante os anos da crise financeira e mais recentemente com a contratação de Durão Barroso.


A jóia da coroa do banco e a sua imagem de marca continua a ser a assessoria prestada aos mais ricos dos mais ricos. De acordo com a Reuters, os clientes da Goldman Sachs possuem uma média de 50 milhões de euros.


Já a criação de um robot de prestação de apoio aos investidores não é disruptiva. Uma máquina com estas características foi desenvolvida por startups como a Wealthfront, com o objectivo de melhorar o sector tradicional de aconselhamento financeiro de grandes empresas. As empresas Charles Schwab e a Vanguard já têm, aliás, serviços semelhantes.

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