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IMF – BoE reforça programa de QE em £100 mM, mantém taxas inalteradas

BoE reforça programa de QE em £100 mM, mantém taxas inalteradas; Eur/Usd volta aos $1.12; Membros da UE procuram acordo sobre Fundo de recuperação; Desconfinamento e promessa da OPEP+ impulsiona o petróleo; Goldman Sachs prevê onça de ouro nos $2000 daqui a 12 meses

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BoE reforça programa de QE em £100 mM, mantém taxas inalteradas

A última semana foi bastante preenchida para a economia britânica. O Banco de Inglaterra intensificou a sua resposta ao impacto do Covid-19, expandindo o seu programa de QE em £100 mM, para um total de £745 mM. Este montante irá ser gasto na sua totalidade, não obstante, o BoE revelou que irá diminuir o ritmo das compras, indicando agora que espera que a nova meta de £754 mM seja atingida no final do ano, representando assim um ritmo muito mais lento do que o verificado no início da pandemia em março. As taxas de juro permaneceram inalteradas nos mínimos históricos de 0.1%. Ambas as medidas já eram amplamente esperadas. A instituição governada por Andrew Bailey revelou ainda que os recentes dados dos salários e outros indicadores macroeconómicos sugerem que os gastos dos consumidores já poderão ter atingido um nível que previamente se esperava ser alcançado apenas no terceiro trimestre. Todavia, existem receios de que o aumento do desemprego possa ser pior do que o que se pensava, isto após os pedidos de subsídio de desemprego terem mais do que duplicado para quase 3 milhões durante as medidas de confinamento. As vendas a retalho ressaltaram 12% em maio, após terem caído 18% em abril. Olhando para a dívida pública, esta atingiu £52 mM em maio, um recorde histórico. Com este aumento, a dívida pública do Reino Unido passou os 100% do PIB anual pela primeira vez desde 1963

Tecnicamente, o Eur/Gbp quebrou em alta os 61.8% de retração de (£0.8950) e começa agora a abandonar a tendência de lateralização que vinha a apresentar desde maio. O par aproxima-se agora da resistência dos £0.91.

Eur/Usd volta aos $1.12; Membros da UE procuram acordo sobre Fundo de recuperação

O Eur/Usd deu continuidade deu continuidade à correção que vem a realizar desde 11 de junho. O dólar (ativo de refúgio) tem sido impulsionado nas últimas sessões pela deterioração do sentimento dos mercados, numa altura em que o aumento do número de infeções Covid-19 nos EUA , na China e em alguns países europeus cria alarmismo sobre uma possível segunda vaga da pandemia. O presidente da FED, Jerome Powell, indicou que o Banco Central irá utilizar todas as ferramentas à sua disposição para mitigar o impacto do vírus, revelando ainda que as taxas de juro deverão permanecer próximas de 0% por um período prolongado. Afastou, porém, o cenário de taxas negativas. A guerra comercial sino-americana aparenta ter realizado uma pequena pausa, após Pequim ter anunciado que planeia aumentar o número de compras de bens agrícolas provenientes dos EUA para ir ao encontro da Fase 1 do acordo comercial entre as duas maiores economias mundiais. Em território europeu, o Governo alemão aprovou outro orçamento extra para financiar o seu pacote de estímulos, elevando os novos empréstimos para um nível recorde de €218.5 mM este ano – valor equivalente a 6.5% da produção económica. Ainda em território germânico, o sentimento dos investidores, medido pelo instituto ZEW, subiu de 51 pontos em maio para 63.4 este mês, resultante das expetativas de que o pico da desaceleração da economia termine no verão. No final da semana, o foco voltou-se para a reunião dos líderes da UE (na sexta-feira), com a proposta de um fundo de recuperação do Covid-19 de €750 mM como tema de discussão. Não obstante, é importante notar que se espera que esta seja apenas um passo inicial na direção de um consenso entre os líderes sobre esta temática, que tem gerado divisões entre os países fiscalmente conservadores do Norte e os países com dívidas elevadas do Sul.

Tecnicamente, o Eur/Usd corrigiu em baixa e inverteu a tendência para o curtíssimo-prazo, estando os indicadores técnicos, nomeadamente o MACD, a apontar agora para uma queda do par. Este encontrou suporte nos $1.12, mas, no entanto, continua a perder robustez, o que poderá resultar numa quebra em baixa neste nível. Caso isto não se verifique, poderá ser iniciada uma consolidação entre os $1.12 e $1.13.


Desconfinamento e promessa da OPEP+ impulsiona o petróleo

Após as quedas da última semana, o crude registou uma variação semanal positiva. O aumento do consumo, resultante da gradual remoção das medidas de confinamento um pouco por todo o mundo, aumentou a procura pela e suportou assim os preços da matéria-prima ao longo das últimas sessões. Na sexta-feira o ouro negro recebeu suporte adicional após a OPEP e os seus aliados, liderados pela Rússia, terem prometido cumprir os compromissos de redução da oferta. O crude fechou assim a semana a testar níveis acima dos $40/barril. Não obstante, embora as perspetivas para o petróleo tenham melhorado nos últimos dias, uma possível segunda vaga do vírus continua a pesar nas perspetivas para o longo-prazo.

Goldman Sachs prevê onça de ouro nos $2000 daqui a 12 meses

O ouro voltou a encerrar a semana em alta, com o aumento de casos de Covid-19 nos EUA e na China a aumentar ligeiramente a aversão ao risco. Os avisos do Presidente da FED, Jerome Powell, sobre os riscos para a recuperação da económica também pesaram no sentimento e levaram os investidores a abandonar ativos com um perfil de risco mais acentuado. Na sexta-feira, ocorreram os ganhos mais expressivos, tendo o metal precioso valorizado cerca de 1%. Esta subida ocorreu após a Goldman Sachs ter revisto as suas previsões do preço para 3, 6 e 12 meses para $1800, $1900 e $2000 por onça respetivamente.

Tecnicamente, o ouro continua a apresentar uma tendência nula para o curto-prazo, continuando a consolidar no intervalo entre os $1670 e $1750 por barril desde o início de abril. O metal precioso segue a testar o limite superior do referido intervalo. Não obstante, não aparenta possuir a robustez necessária para obter sucesso, sendo esperado que permaneça na lateralização atual, até que consiga afastar algum destes limites.

As análises técnicas aqui publicadas não pretendem, em caso algum, constituir aconselhamento ou uma recomendação de compra e venda de instrumentos financeiros, pelo que os analistas e o Jornal de Negócios não podem ser responsáveis por eventuais perdas ou danos que possam resultar do uso dessas informações. Caso pretenda ver esclarecida alguma dúvida acerca da Análise Técnica, por favor contactar a IMF ou o Jornal de Negócios.

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