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IMF – Desaceleração da recuperação económica penaliza Euro. FED apresenta pessimismo.

Maior fundo soberano do mundo registou prejuízos na 1ª metade de 2020; Desaceleração da recuperação económica penaliza Euro. FED apresenta pessimismo; Crude recua com pandemia de Covid-19 a pesar sobre perspetivas de procura; Ouro falha teste aos $2000. Dólar mais forte pressiona metal precioso.

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Maior fundo soberano do mundo registou prejuízos na 1ª metade de 2020

O fundo soberano da Noruega (o maior do mundo), registou prejuízos na ordem de 188 mil milhões de coroas norueguesas (€17,9 mM) no primeiro semestre de 2020, devido à desvalorização de ações e imóveis durante a pandemia. As perdas surgem após valorizações recorde em 2019, quando a instituição arrecadou ganhos na ordem de €151,2 mM, numa altura de forte subida dos mercados acionistas globais. "Apesar de os mercados terem recuperado bem no segundo trimestre, ainda estamos perante uma incerteza considerável", disse o vice-presidente do fundo. O fundo soberano detém participações em cerca de 9.200 empresas a nível global, possuindo 1,5% de todas as ações cotadas. Também investe em outros títulos e imóveis. A carteira global teve uma rentabilidade negativa de 3,4%, com uma queda de 6,8% para ações e -1,6% para imóveis não cotados, enquanto o valor das participações de taxa fixa subiu 5,1% com a queda das taxas de juro.

Tecnicamente, o Eur/Nok tem vindo a apresentar uma tendência de queda, após ter quebrado em baixa as 11,5 coroas em abril, vindo a registar mínimos relativos cada vez mais baixos desde então. Não obstante, o par aparenta ter encontrado suporte em torno das 10,5 coroas, o que poderá sinalizar uma ligeira consolidação acima de este nível no curtíssimo-prazo.


Desaceleração da recuperação económica penaliza Euro. FED apresenta pessimismo.

A última semana ficou marcada por diversos fatores, nomeadamente as minutas das reuniões da FED e do BCE. Em território norte-americano, o Banco Central do país apresentou uma postura claramente pessimista, com vários membros do Comitê a acreditarem que são necessárias mais medidas para suportar a economia, apelando ao Congresso por mais estímulos. Não existiram indicações de que tal fosse acontecer, o que acabou por pesar sobre os mercados. Em território europeu, as minutas deram a entender que o BCE irá manter a atual política monetária até ao final do ano. Já no final da semana, e após não ter conseguido realizar um teste aos $1,20, o Euro acabou por recuar ainda mais. Por detrás da descida da moeda única esteve as indicações de que a recuperação da economia da ZE terá perdido, inesperadamente, ímpeto em agosto, com um ressurgimento do número de casos de Covid-19 a forçar novas restrições, realçando o desafio que é impulsionar a economia enquanto a pandemia permanece ativa. A forte desaceleração – resultante principalmente do setor terciário – mostra que a saída da recessão não será simples e elimina grande parte das esperanças ainda existentes de uma recuperação em forma de "V". Os dados em questão são os PMIs da IHS Markit, com o seu índice composto (que combina o setor industrial e dos serviços) a cair de 54,9 pontos em julho para 51,6 no atual mês. O PMI industrial permanece praticamente inalterado, em 51,7 pontos. Já o dos serviços foi o principal fator a contribuir para a desaceleração, tendo recuado de 54,7 pontos para 50,1, praticamente em cima do limiar de contração de 50 pontos.

Tecnicamente, o Eur/Usd corrigiu em baixa após não ter conseguido realizar um teste aos $1,20, estando já a cotar em níveis abaixo dos $1.180. Os indicadores técnicos, nomeadamente o MACD, começam a intensificar o sinal de venda. No entanto, o suporte dos $1,17 aparenta ser robusto, podendo limitar as perdas do par. Espera-se assim uma ligeira consolidação num intervalo entre os $1,17 e $1,19 no curtíssimo-prazo.


Crude recua com pandemia de Covid-19 a pesar sobre perspetivas de procura

O crude ainda aparentava estar a caminho para encerrar a semana com uma variação ligeiramente positiva. Não obstante, as tensões sino-americanas, os dados desapontantes sobre a recuperação da economia da Zona Euro e as perspetivas pessimistas da FED acabaram por criar receios sobre o futuro da procura da matéria-prima. Destaque ainda para as declarações da OPEP e dos seus aliados, que indicaram que a recuperação do mercado petrolífero aparenta estar mais lento do que o que se antecipava, alertando para crescentes riscos de uma segunda vaga da pandemia de Covid-19.

Uma vez mais, a nível técnico, continuam a não existir novidades a reportar sobre o crude. A matéria-prima tem tentando afastar-se dos $40 nas últimas semanas, mas ainda não conseguiu obter sucesso. O MACD inverteu o sinal de compra o que poderá sinalizar uma correção em baixa no curtíssimo-prazo. Não obstante, as perdas poderão ser temporárias, visto que os $36 tem oferecido amplo suporte ao ouro negro, podendo vir a verificar-se uma lateralização entre este nível e os $40 no curto-prazo.


Ouro falha teste aos $2000. Dólar mais forte pressiona metal precioso.

O ouro voltou a registar uma variação semanal negativa, ainda que esta tenha sido bastante ligeira. Seria de esperar que os fracos dados macroeconómicos a nível europeu e o pessimismo da FED alimentassem o apetite pelo risco. No entanto, o desempenho robusto verificado em Wall Street, com o S&P 500 a renovar máximos históricos, e a recente valorização do dólar acabaram por pesar sobre a atratividade do metal-precioso.

Tecnicamente, o ouro ainda testou o nível dos $2000/onça, mas acabou por não obter sucesso. O metal precioso começa a apresentar um movimento de lateralização entre o referido nível e os $1900. Os principais indicadores técnicos não apresentam sinal claros em qualquer direção, sendo esperada uma lateralização no intervalo atual no curtíssimo-prazo.


As análises técnicas aqui publicadas não pretendem, em caso algum, constituir aconselhamento ou uma recomendação de compra e venda de instrumentos financeiros, pelo que os analistas e o Jornal de Negócios não podem ser responsáveis por eventuais perdas ou danos que possam resultar do uso dessas informações. Caso pretenda ver esclarecida alguma dúvida acerca da Análise Técnica, por favor contactar a IMF ou o Jornal de Negócios.
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