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IMF – Eur/Cad poderá estar a inverter tendência de longo-prazo

BoC mostra otimismo, mas os dados mais recentes contrariam esse sentimento; Eur/Usd subiu aos $1.11, mas acabou por perder ímpeto; OPEP e aliados aumentaram cortes de produção. Crude encerrou a semana com ganhos robustos; O ouro negoceia em torno do suporte dos 23.6% de retração.

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BoC mostra otimismo, mas os dados mais recentes contrariam esse sentimento

Na última semana, o Banco do Canadá (Boc) adotou uma posição mais otimista, enfatizando a perspetiva de que a economia global estabilizou e de um cenário interno resiliente, diminuindo as expectativas de que os membros do Banco estariam com a intenção de cortar as taxas de juro. Adicionalmente, o mercado de trabalho perdeu inesperadamente 71 mil postos de trabalho em novembro, enquanto a taxa de desemprego subiu para 5.9%, a mais alta em mais de um ano, seguindo a tendência verificada em outubro. Este relatório juntamente com maus dados industriais levaram o Eur/Cad a subir, com o mercado a recear que o BoC possa repensar a sua política monetária para o curto-prazo.

Tecnicamente, o Eur/Cad aparenta estar a inverter a tendência de queda de longo-prazo, à medida que vai registando máximos relativos cada vez mais altos. No entanto, só uma quebra da linha descendente (vermelho tracejado) conseguirá confirmar isto, claro não esquecendo que no longo-prazo ainda tem a linha descendente (vermelho contínuo) para confirmar a tendência para o longo-prazo



Eur/Usd subiu aos $1.11, mas acabou por perder ímpeto

O Eur/Usd foi impulsionado esta semana para a zona dos $1.11, tendo alcançado máximos de inícios de novembro. O grande fator para este impulso incidiu sobre os fracos dados industriais norte-americanos. De acordo com o PMI da ISM, o setor industrial norte-americano terá registado uma contração mais expressiva do que o esperado em novembro, tendo o índice recuado para 48.1 pontos, mínimos de 2012, face aos 49.2 previstos. No final da semana os fracos dados da produção industrial na Alemanha juntamente com o forte relatório de emprego divulgado nos EUA levaram o par a cair para os $1.1050.

Tecnicamente, o par definiu um novo máximo relativo mais alto, ao testar os 61.8% de retração nos $1.1100. No entanto, reagiu em queda nesses valores tendo voltado para os 38.2% de retração. Espera-se que seja apenas uma correção e que o par dê continuidade às subidas.



OPEP e aliados aumentaram cortes de produção. Crude encerrou a semana com ganhos robustos.

Os preços do petróleo encerram a semana com ganhos robustos. O principal fator impulsionador dos preços da matéria-prima resultou da decisão da OPEP e dos seus aliados, liderados pela Rússia, de amplificar a dimensão dos cortes de produção que se encontram em vigor em 500 mil barris por dia até março de 2020. Isto resulta num total de cortes de produção de 1.7 milhões de barris por dia. Destaque ainda para os inventários de crude norte-americanos, que desceram bastante mais do que o esperado (-4.856 milhões bdp vs -1.734 milhões de bdp).

Tecnicamente, o crude quebrou em alta os 61.8% de retração de fibonacci, acabando por renovar máximos de dois meses. A matéria-prima deverá agora testar o limite superior da cunha ascendente (verde tracejado) no curtíssimo-prazo. Contudo, não aparenta ter robustez suficiente para o quebrar, devendo assim, no curto-prazo, continuar a subir à medida que transaciona dentro da cunha. Os 61.8% de retração de fibonacci servem agora como suporte.



O ouro negoceia em torno do suporte dos 23.6% de retração

O ouro continua com uma perspetiva de queda para o médio-prazo. No entanto, no curto, é possível verificar que tem vindo a ser seguido apenas pelos desenvolvimentos na vertente comercial. Inicialmente, durante a semana algumas declarações de Trump e da China fizeram com que o ouro subisse ligeiramente. No entanto, os relatos da Bloomberg, de que a fase 1 para o acordo comercial está cada vez mais próxima em conjunto com as declarações de Trump, já a meio da semana, de que está otimista relativamente ao acordo comercial, acabaram por voltar a pressionar a matéria-prima. Adicionalmente, a subida do dólar após a divulgação do relatório do emprego nos EUA, acabou por pesar ainda mais sobre o ouro.

Tecnicamente, o ouro acabou a semana sobre o suporte dos 23.6% de retração de fibonacci. No entanto, as perspetivas apontam para uma quebra desse nível para confirmar a continuidade das quedas. Não obstante, poderemos ver um ressalto e posterior e quebra da linha superior do canal, no caso de o suporte ser robusto o suficiente



As análises técnicas aqui publicadas não pretendem, em caso algum, constituir aconselhamento ou uma recomendação de compra e venda de instrumentos financeiros, pelo que os analistas e o Jornal de Negócios não podem ser responsáveis por eventuais perdas ou danos que possam resultar do uso dessas informações. Caso pretenda ver esclarecida alguma dúvida acerca da Análise Técnica, por favor contactar a IMF ou o Jornal de Negócios.

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