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IMF – Há acordo sobre renovação de orçamento europeu; Mercado laboral dos EUA gera preocupação

Economia japonesa poderá contrair até 20% este trimestre, Eur/Jpy renova mínimos 3 anos; Conselho Europeu chegou a acordo sobre renovação de orçamento; Mercado laboral dos EUA gera preocupação; Crude colapsou para níveis negativos pela primeira vez na história; Ouro encerrou a semana próximo de máximos de 7 anos

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Economia japonesa poderá contrair até 20% este trimestre, Eur/Jpy renovou mínimos 3 anos

A pandemia Covid-19 tem afetado a generalidade das economias a nível mundial e a japonesa não é exceção à regra. A atividade económica nipônica sofreu a maior queda desde que há registo em abril como resultado do vírus. O PMI preliminar do Jibun Bank para o setor terciário japonês caiu para um novo mínimo histórico de 22.8 pontos em abril. No caso da indústria, o índice recuou para 43.7 no mesmo período, indicando a maior contração neste setor em 11 anos. As leituras dos PMIs abaixo de 50 representam contração. Estes dados demonstram que os efeitos económicos da pandemia se intensificaram em abril, levando alguns economistas a perspetivar uma contração da terceira maior economia do mundo na ordem de 20% no trimestre atual. Relativamente ao iene, a atual incerteza vivida nos mercados tem resultado numa considerável aversão ao risco, que por sua vez tem impulsionado os principais ativos de refúgio, como é o caso da moeda japonesa. O Eur/Jpy deu seguimento às quedas, renovando mínimos de três anos, abaixo dos 116 ienes.

Tecnicamente, o Eur/Jpy deu seguimento às quedas após ter falhado o teste aos 23.6% de retração de fibonacci. O par começa a apresentar uma perspetiva cada vez mais bearish para o curto prazo, aparentando estar próximo de quebrar em baixa o mínimo anterior, em torno dos 115.8 ienes. Caso isto se verifique, o par poderá recuar até aos 115 ienes e estabelecer novos mínimos de 3 anos.

Há acordo sobre renovação de orçamento europeu; Mercado laboral dos EUA gera preocupação

Na Zona Euro, o PMI Compósito da IHS Markit caiu para um mínimo histórico de 13.5 em abril, face à leitura de 29.7 de março. Este valor acabou também por ficar bastante abaixo das expetativas dos analistas, que apontavam para uma queda para 25.7. A justificar esta queda estão, sem grande surpresa, as medidas restritivas impostas para combater a pandemia, que levaram a economia dos países da moeda única a sofrer a maior queda de atividade e de emprego desde que há registo. Os líderes da UE chegaram a um acordo para renovar o orçamento de longo-prazo da UE e construir um fundo de emergência de 1 bilião de euros para ajudar as economias a recuperar do impacto da pandemia do Covid-19. A Comissão Europeia tem agora de reformular o próximo orçamento de sete anos, que tem início a 1 de janeiro de 2021 e os demais detalhes. Há, no entanto, fortes divisões acerca de como os países receberão o dinheiro do fundo de emergência, se através de empréstimos ou subvenções. Já nos EUA, pela quinta semana consecutiva, os novos pedidos de subsídio de desemprego foram bastante elevados (4.4 milhões). Este número ainda representa uma melhoria face aos 5.2 milhões da semana anterior. Não obstante, quando totalizados todos os pedidos das últimas 5 semanas, 26.5 milhões de pessoas perderam emprego, eliminando assim todos os postos criados desde a crise do subprime.

Tecnicamente, após as perdas das últimas semanas, o Eur/Usd apresenta uma perspetiva cada vez mais bearish. O MACD apresenta agora sinal de venda, podendo indicar uma queda e consequente quebra em baixa aos $1.07 no curto-prazo.

Crude colapsa para níveis negativos pela primeira vez na história

O crude foi o claro destaque da passada semana. Os preços já vinham a apresentar perdas há várias semanas, no entanto, nunca desta dimensão. Na segunda-feira, as cotações dos futuros de crude colapsaram, atingindo uns inimagináveis 40 dólares negativos. A justificar a queda impressionante está o facto de a passada terça-feira ter sido o último dia de negociação de futuros de maio. Tendo em conta a atual diminuição da procura, resultante da pandemia do Covid-19 e a falta de capacidade de armazenamento, os operadores acabaram por vender os contratos prestes a expirar, comprando outros com um vencimento mais longo. Assim, desde terça-feira os preços têm vindo a recuperar, mas continuam a cotar em níveis baixos, próximos aos $17/barril.

Ouro encerra semana próximo de máximos de 7 anos

O ouro encerrou a semana com um saldo positivo, próximo de máximos de 7 anos, acima dos $1700/onça. Um conjunto de fracos dados macroeconómicos provenientes dos EUA e da Europa, como resultado da pandemia Covid-19, aumentaram a aversão ao risco dos mercados, levando o metal-precioso a beneficiar pelo seu estatuto de ativo de refúgio. Adicionalmente, de acordo com alguns analistas, a combinação de baixas taxas de juro, estímulos monetários e a elevada incerteza apontam para o aumento das alocações a ouro, independentemente de os mercados acionistas terem recuperado de forma significativa desde os mínimos de março.

Tecnicamente, o ouro intensificou a perspetiva bullish ao quebrar em alta a resistência dos $1700/onça. Contudo, os indicadores técnicos continuam a apresentar uma tendência muito pouco definida, o que poderá indicar que o metal-precioso não conseguirá afastar-se de forma significativa o nível dos $1700, sendo esperado que transacione em torno deste no curto-prazo.


As análises técnicas aqui publicadas não pretendem, em caso algum, constituir aconselhamento ou uma recomendação de compra e venda de instrumentos financeiros, pelo que os analistas e o Jornal de Negócios não podem ser responsáveis por eventuais perdas ou danos que possam resultar do uso dessas informações. Caso pretenda ver esclarecida alguma dúvida acerca da Análise Técnica, por favor contactar a IMF ou o Jornal de Negócios.
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