Trading IMF – Iene beneficia dos receios quanto ao crescimento global

IMF – Iene beneficia dos receios quanto ao crescimento global

Eur/Jpy atingiu mínimos de quatro meses na sexta-feira; Fed diminui subidas para 2019, mas mercado esperava por uma desaceleração maior; WTI atinge mínimos de julho de 2017; Ouro em máximos de seis meses após elevada volatilidade no mercado acionista.
IMF – Iene beneficia dos receios quanto ao crescimento global

Eur/Jpy atingiu mínimos de quatro meses na sexta-feira

O iene valorizou na passada sexta-feira para máximos de quatro meses em relação ao euro, numa altura em que os investidores procuram ativos de refúgio dadas as preocupações relativamente às perspetivas de crescimento a nível blobal. O banco central do Japão manteve a sua política monetária inalterada conforme esperado com a taxa de juro de referência a fixar-se uma vez mais nos -0.1%. O governador da instituição afirmou que o impacto das tensões comerciais externas ainda é limitado para já. Haruhiko Kuroda indicou também que não houve alterações na visão do BoJ quanto à expansão moderada da economia do país, realçando que ainda é demasiado cedo para o Bank of Japan discutir a sua saída da sua política monetária expansionista. A inflação core no Japão em novembro abrandou para os 0.9%, quando se previa que esta se fixasse nos 1%, tal como havia ocorrido no mês anterior. O executivo do primeiro ministro nipónico aprovou hoje uma proposta orçamental recorde de $902.3mM para o próximo ano fiscal. Segundo uma sondagem da Reuters, é esperado que a produção fabril no país recue em novembro. Hoje é feriado cambial no Japão, reabrindo a negociação amanhã.

A nível técnico, o Eur/Jpy quebrou o suporte dos 127.50 ienes. O MACD dá um sinal de venda, pelo que será possível que o par teste a linha de retração fibonacci dos 50% nos 126.16 ienes. No entanto, é pouco provável uma quebra desta barreira, dado que o RSI de 14 períodos apresenta níveis oversold. Próximo suporte nos 124.60 ienes.

Fed diminui subidas para 2019, mas mercado esperava por uma desaceleração maior

A última semana, foi relativamente positiva tendo o Eur/Usd chegado a atingir os $1.1485 – máximos de seis semanas – na quinta-feira e recuado na sexta-feira corrigindo para níveis abaixo dos $1.1450. A inflação na Zona Euro de novembro foi revista em baixa, contrariando ligeiramente a perspetiva de Draghi de uma aceleração no final do ano. É de notar que o mercado já desconta 50% de possibilidade do BCE não subir taxas em 2019. A turbulências com Itália diminuíram após a UE ter aceitado a proposta orçamental da UE, com o défice para 2019 a 2.04%. A Fed subir a taxa de juro para o teto de 2.50%. Apesar da Fed ter cortado o ritmo de subidas para 2019 de três para duas, o mercado não reagiu muito bem, pois esperava uma redução maior, e dólar acabou por ser pressionado.

Tecnicamente, o Eur/Usd ganhou impulso ao ressaltar na linha ascendente de curto-prazo e quebrou a linha superior do triângulo de consolidação. No entanto, o par acabou por demonstrar alguma fragilidade acima deste dos $1.1450 – nível de retração de fibonacci de 38.2%. O MACD mantém o sinal de compra e o par poderá sinalizar em breve a continuação de subida podendo testar níveis acima dos $1.1515.

WTI atinge mínimos de julho de 2017

O Crude prossegue em baixa e já segue a negociar em mínimos de 2017. Os preços de petróleo seguem pressionados sobretudo pelas preocupações com a abundância de produto no mercado, mas neste momento o receio para cada vez mais exagerado. A Rússia e a Arábia continuam com a produção em valores elevados, mas a realidade é que os cortes só entram em efeito em janeiro. Nem a queda do dólar conseguiu suportar o sentimento negativo que continua a prevalecer em torno da matéria-prima.

Tecnicamente, depois de quebrado o importante suporte psicológico dos 60$/barril, o WTI entrou numa espiral negativa, que o levou também a quebrar os 50$/barril. Apesar das tendências negativas, tem negociado nas últimas sessões entre os 49,40$ e os 54,60$, sem movimentos de quebra de ambos os limites.

Ouro em máximos de seis meses após elevada volatilidade no mercado acionista

A cotação do ouro atingiu valores próximos de máximos de meio ano, numa altura marcada por uma elevada volatilidade no mercado acionista e pelas preocupações em torno das perspetivas de crescimento a nível global. Os investidores procuraram assim a commodity como ativo de refúgio, tendo esta beneficiado também do recuo do dólar norte-americano.

A nível técnico, o metal precioso recuou após testar o limite superior do canal ascendente de médio prazo, tendo ultrapassado de forma muito ligeira o nível de nível de retração fibonacci dos 50% perto da resistência dos $1260. O ouro quebrou também a média móvel de 200 dias. O MACD continua a apontar para uma subida da cotação, não sendo expectável uma valorização demasiado ampla, dado que o RSI de 14 períodos se encontra próximo de níveis overbought.

As análises técnicas aqui publicadas não pretendem, em caso algum, constituir aconselhamento ou uma recomendação de compra e venda de instrumentos financeiros, pelo que os analistas e o Jornal de Negócios não podem ser responsáveis por eventuais perdas ou danos que possam resultar do uso dessas informações. Caso pretenda ver esclarecida alguma dúvida acerca da Análise Técnica, por favor contactar a IMF ou o Jornal de Negócios.

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