Trading IMF – Iene beneficiado com novo escalar das tensões comerciais

IMF – Iene beneficiado com novo escalar das tensões comerciais

Iene beneficiado com novo escalar das tensões comerciais alcança máximos de abril de 2017; Jerome Powell leva Eur/Usd para mínimos de maio de 2017; Preços do petróleo encerraram a semana em queda, devido à guerra comercial EUA-China; Ouro consolida pressionado pela subida do dólar e impulsionado por novas tensões comerciais.
IMF – Iene beneficiado com novo escalar das tensões comerciais
Iene beneficiado com novo escalar das tensões comerciais

Apesar das últimas minutas do Banco do Japão revelarem que os membros têm vindo a discutir a possibilidade uma flexibilização adicional, o mercado só tem olhos para os riscos externos. Um dia após as reuniões dos EUA e China, Trump acabou com o cessar fogo entre Washington e Pequim e já anunciou novas tarifas de 10% em $300 mil milhões de produtos oriundos da China. O iene beneficiou da sua postura de porto-seguro e acabou por alcançar novos máximos de abril de 2017 face ao euro.

Tecnicamente, o Eur/Jpy foi abaixo dos níveis registados no flash crash de janeiro. Esta quebra faz com que o próximo suporte se encontre somente nos 104 ienes. Tendo em conta a recente queda, o estocástico e o RSI, podemos afirmar que haverá em breve uma correção em alta relevante, que poderá servir para uma abrir posição short em níveis mais altos. A perspetiva bearish sobre o par permanece para o médio-prazo.

Jerome Powell leva Eur/Usd para mínimos de maio de 2017

O Eur/Usd alcançou mínimos de maio de 2017, desta vez pressionada pela Fed. A Reserva Federal cortou as taxas de juro em 25 pontos base, algo que não se via desde a última crise financeira de 2008. Contudo, foram os comentários de Powell que pressionaram o Eur/Usd afirmando "Deixem-me ser claro, não é o começo de uma longa série de cortes de taxas". Powell ficou aquém das expectativas de mercado, porque não deu a entender que este corte seria o primeiro de vários. Nas minutas da Fed, lê-se que o mercado laboral e o consumo irão sustentar a economia norte-americana. Jerome Powell considera esta descida como apólice de seguro, uma jogada que ecoa as palavras de Alan Greenspan na década de 90.

Tecnicamente, o Eur/Usd deverá ter dificuldades em quebrar em alta de novo os $1.1120-70. Apesar de o RSI apontar para uma correção do par, o MACD permanece com o sinal de venda e o estocástico dá indicações de que o par poderá não ter força para subir, para já.

Preços do petróleo encerraram a semana em queda, devido à guerra comercial EUA-China

Os preços do petróleo ganharam terreno no início da semana, impulsionados pela queda dos inventários de crude norte-americanos que, segundo o Instituto Americano de Petróleo (API) caíram em 6 milhões de barris na última semana. Adicionalmente, os preços foram também suportados pela quebra da produção da OPEP para mínimos de cinco anos em julho, com as sanções dos EUA ao Irão a reduzirem as exportações do país pérsico. Apesar disto, o ouro negro acabou por encerrar a semana em queda, após Trump ter quebrado as tréguas comerciais com a China e prometido novas tarifas de 10% a $300mM de bens chineses a partir de 1 de setembro. Isto aumentou os receios dos investidores em torno da guerra comercial entre as duas potências.

Tecnicamente, o ouro negro registou uma queda semanal acentuada, tendo recuado até aos $53.72 (23.6% de retração de fibonacci) onde encontrou suporte. Apesar da inversão do sinal de compra do MACD, existe a possibilidade que o ouro negro possa vir a testar níveis acima dos $55.65 (38.25 de retração de fibonacci).

Ouro consolida pressionado pela subida do dólar e impulsionado por novas tensões comerciais

O ouro continua a consolidar em torno dos $1430, não tendo apresentado robustez necessária para afastar este nível em alta. No entanto, o mercado permanece otimista sobre a matéria-prima, à medida que se vão intensificando as tensões comerciais, após Trump anunciar novas tarifas à China, as incertezas sobre o Brexit e os receios de abrandamento quer nas economias desenvolvidas quer nas emergentes. É de notar que a subida do dólar está a pesar sobre o ouro.

Tecnicamente, o ouro registou alguma vulnerabilidade ao quebrar ligeiramente os $1430, voltando à zona de consolidação de curto-prazo entre os $1380-$1430. Contudo, a matéria-prima mantém uma perspetiva ligeiramente bullish, esperando-se que possa vir a testar novamente níveis acima dos $1430 (apesar do sinal de venda do MACD). Nível a ter em conta situa-se em torno dos $1480.

As análises técnicas aqui publicadas não pretendem, em caso algum, constituir aconselhamento ou uma recomendação de compra e venda de instrumentos financeiros, pelo que os analistas e o Jornal de Negócios não podem ser responsáveis por eventuais perdas ou danos que possam resultar do uso dessas informações. Caso pretenda ver esclarecida alguma dúvida acerca da Análise Técnica, por favor contactar a IMF ou o Jornal de Negócios.
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