Trading IMF – Libra estável aguarda por resposta da UE

IMF – Libra estável aguarda por resposta da UE

Eur/Gbp pouco alterado aguarda resposta da UE face à proposta de Johnson; Eur/Usd testa os $1.10, após fracos números de PMI de serviços nos EUA; Crude volta a encerrar a semana em queda; Ouro define máximo relativo mais baixo e pressiona perspetivas.
IMF – Libra estável aguarda por resposta da UE

Eur/Gbp pouco alterado aguarda resposta da UE face à proposta de Johnson

A libra foi pouco influenciada pelos dados do PMI que apontaram para uma contração do setor dos serviços, tendo o Eur/Gbp voltado a níveis onde iniciou a semana, à medida que o mercado aguarda por uma resposta formal por parte da UE. O PMI de serviços recuou para 49.5, mínimos de seis meses, em setembro. Os analistas acreditam que o mercado continua cético de que a UE irá concordar com a mais recente proposta para o Brexit, por parte de Boris Johnson, mas o facto de alguns hedge funds terem vindo a cobrir alguma das posições a descoberto sobre libras, o câmbio Eur/Gbp tem vindo a manter-se nos atuais níveis. Contudo, Johnson já trouxe algumas concessões, relativamente ao backstop irlandês, o que tem vindo a alimentar as esperanças do mercado sobre avanços. Caso a UE rejeite a proposta, a atenção do mercado volta-se para a "Benn bill" que obriga o governo a 19 de outubro a procurar uma extensão da data do divórcio até 31 de janeiro de 2020.

Tecnicamente, o Eur/Gbp ressaltou nos £0.88 e tem vindo a recuperar muito gradualmente, quase em tom de consolidação. A quebra da linha de tendência descendente, faz com a que tendência de queda que vinha a ser verificada seja posta de parte, para já. Um rompimento dos £0.8950, dará uma perspetiva de subida ao par para o curto-prazo.


Eur/Usd testa os $1.10, após fracos números de PMI de serviços nos EUA

O Eur/Usd recebeu algum impulso no final da última semana, mas não conseguiu quebrar os $1.10. O fator crucial adveio de um intensificar dos receios de recessão na economia norte-americana, após novos dados macroeconómicos juntarem-se à lista de variáveis que vão deteriorando o sentimento norte-americano. O PMI de serviços recuou de 56.4 em agosto para 52.6 em setembro. Na passada sexta-feira, os números dos Nonfarm Payrolls recuaram mais que o esperado para 136 mil, mas uma revisão em alta dos números de agosto para 168 mil e uma descida da taxa de desemprego nos EUA acabou por sustentar o sentimento do mercado.

Tecnicamente, o par segue com uma perspetiva bearish de curto-prazo, à medida que negoceia no canal descendente e vai definindo mínimo relativos cada vez menores. Espera-se um novo teste à zona dos $1.0880-$1.0900 em breve.


Crude volta a encerrar a semana em queda

Os preços do petróleo voltaram a encerrar a semana em queda. A justificar o movimento descendente está, principalmente, a reposição da totalidade da capacidade de produção por parte da Arábia Saudita, após os ataques às instalações da Saudi Aramco. A pressionar estiveram também o aumento de 3.100 milhões de bdp dos inventários de crude norte-americanos, quando era esperado um aumento de apenas 1.567 milhões de bdp, e os recentes receios de uma desaceleração económica global.

Tecnicamente, o crude deu seguimento às quedas, tendo quebrado a linha de tendência ascendente (verde) e recuado até aos $51. Contudo, a matéria-prima ressaltou neste nível, devendo quebrar em alta a linha de tendência descendente (vermelho).


Perspetivas de descida sobre o ouro começam a intensificarem-se

O ouro inicialmente recuou abaixo dos $1480/onça, à medida que o dólar ia-se fortalecendo, mas conseguiu recuperar no final da semana com o amplificar dos receios de recessão nos EUA, após a divulgação de fracos dados do PMI de serviços nos EUA, que recuaram bastante mais que os analistas esperavam. No entanto, é de lembrar que as tensões geopolíticas e os novos conflitos comerciais EUA-UE poderão sustentar o ouro.

Tecnicamente, as perspetivas de subida sobre o ouro têm vindo a ser deterioradas, à medida que vai definindo máximos relativos cada vez mais baixos e após ter feito um ligeiro rompimento dos 50% de retração de fibonacci.


As análises técnicas aqui publicadas não pretendem, em caso algum, constituir aconselhamento ou uma recomendação de compra e venda de instrumentos financeiros, pelo que os analistas e o Jornal de Negócios não podem ser responsáveis por eventuais perdas ou danos que possam resultar do uso dessas informações. Caso pretenda ver esclarecida alguma dúvida acerca da Análise Técnica, por favor contactar a IMF ou o Jornal de Negócios.

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