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IMF – Libra recua com receios de recessão e incerteza sobre o Brexit

Libra recua com receios de recessão e incerteza sobre o Brexit; Eur/Usd quebra importante resistência dos $1.10; PIB da ZE registou a maior contração em 25 anos; Crude encerra semana em queda com aumento inesperado dos inventários nos EUA; Tensões entre Washington e Pequim impulsionam o ouro

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Libra recua com receios de recessão e incerteza sobre o Brexit

A libra tem vindo a recuar de forma considerável nas últimas sessões face a um conjunto de moedas, incluindo o euro. Os receios em torno de uma profunda recessão da economia britânica em conjunto com a especulação de taxas de juro negativas e a temática do Brexit têm sido os principais fatores a pressionar a moeda britânica. É de notar que na passada quarta-feira a libra chegou a recuar cerca de 1% face ao euro e dólar após o Reino Unido ter indicado que era necessário resolver um impasse fundamental para fechar o acordo comercial do Brexit até ao final do ano. O Reino Unido deixou a UE a 31 de janeiro, mas os principais termos dos seus membros permanecem em vigor durante um período de transição até o final deste ano, oferecendo tempo para negociar um novo acordo de livre comércio com o bloco. O fracasso em chegar a um acordo convulsionaria o comércio global.

Tecnicamente, O Eur/Gbp apresenta uma perspetiva bullish para o curto-prazo, tendo acabado de quebrar a resistência dos £0.8950, correspondente também aos 61.8% de retração de fibonacci. O par fica assim com caminho livre até aos 100% de retração (£0.9370).

Eur/Usd quebra importante resistência dos $1.10

O Eur/Usd encerrou a semana em alta, acabando por quebrar a importante resistência dos $1.10, estando já a cotar acima dos $1.11 – máximos de mais de dois meses. Grande parte do salto euro ocorreu após a Comissão Europeia ter apresentado uma proposta do fundo de recuperação da UE de €750 mM, que serão repartidos aos países da UE para ajudá-los a recuperar da crise do Covid-19. Este montante está dividido em duas partes, €500 mil milhões a serem distribuídos pelos Estados-membros através e subvenções a fundo perdido e €250 mM em empréstimos. É de notar que o pacote do fundo de recuperação é um complemento ao orçamento de longo prazo da UE para 2021-27, que a Comissão irá propor ser fixado em €1.1 biliões. Adicionalmente, o BCE revelou que a pandemia ampliou as vulnerabilidades financeiras na Europa, aumentando a probabilidade de novas crises financeiras no futuro, à medida que os níveis de dívida disparam e os bancos seguem em situações precárias. O BCE chamou a atenção para o facto de as preocupações com a sustentabilidade das dívidas públicas podem reacender os receios de riscos de redenominação (saídas do euro). As tensões entre os EUA e a China também marcaram a semana, com Pequim a aprovar uma lei de segurança em Hong Kong que pretende evitar cenários idênticos às manifestações do final do ano passado na região. Os EUA não aprovam esta decisão e anunciaram que pretendem apresentar um projeto de lei no sentido de sancionar os dirigentes chineses.

Tecnicamente, o Eur/Usd apresenta uma perspetiva bullish para o curtíssimo-prazo, estando a cotar em máximos de mais 2 meses, e quebrado a resistência dos $1.10. O MACD apresenta um forte sinal de compra, indicando que se o par der seguimento aos ganhos poderá ir de encontro à próxima resistência, em torno dos $1.1200.

Crude encerra semana em queda com aumento inesperado dos inventários nos EUA

Após semanas consecutivas de ganhos, os preços do crude WTI fecharam a última semana em queda, pressionados pelo aumento – elevado e inesperado – das reservas de crude nos EUA, tendo sido registado um aumento 7.92 milhões de barris, quando o mercado esperava uma redução de 1.94 milhões de barris. Esta subida dos inventários está a dizimar as expectativas de um retorno sustentado do ouro negro, numa altura em que as medidas de confinamento começam a ser flexibilizadas. Além de tudo, o aumento das tensões entre Washington e Pequim também pesa nas empresas a nível mundial, assim como na procura de petróleo – que já está bastante penalizada com a pandemia do coronavírus.


Ouro encerrou mês de maio com ganhos na ordem de 2%

O ouro encerrou a semana com ganhos modestos, com o foco do mercado a centrar-se nas tensões entre Pequim e Washington com o parlamento chinês a aprovar a decisão de avançar com a legislação de segurança nacional em Hong Kong, que provocou nova onda de protestos na região, levando a uma recuperação parcial do metal precioso. Assim, o escalar das tensões entre os EUA e a China impulsionou os principais ativos de refúgio, como é o caso do ouro, tendo o metal precioso encerrado o mês de maio com ganhos na ordem de 2%.

Tecnicamente, o ouro deu seguimento ao movimento de lateralização entre os $1700 e $1750 por onça. Os indicadores técnicos, nomeadamente o MACD, apontam para que esta tendência se mantenha no curtíssimo-prazo. Não obstante, o metal precioso tem vindo a registar mínimos relativos cada vez mais baixos, conforme pode ser verificado na linha de tendência ascendente (vermelho tracejado), o que poderá indicar um novo teste e consequente sucesso a este no curto-prazo. Caso isto se verifique, a próxima resistência localiza-se nos $1800/onça.

As análises técnicas aqui publicadas não pretendem, em caso algum, constituir aconselhamento ou uma recomendação de compra e venda de instrumentos financeiros, pelo que os analistas e o Jornal de Negócios não podem ser responsáveis por eventuais perdas ou danos que possam resultar do uso dessas informações. Caso pretenda ver esclarecida alguma dúvida acerca da Análise Técnica, por favor contactar a IMF ou o Jornal de Negócios.

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