Trading IMF – Moody’s adia revisão de rating da África do Sul

IMF – Moody’s adia revisão de rating da África do Sul

Eur/Zar alcança mínimos de cinco semanas, após adiamento de revisão de rating da Moody’s; Eur/Usd negoceia com volatilidade reduzida; Melhoria do sentimento económico suporta ouro negro; Ouro recuou para mínimos de três semanas.
IMF – Moody’s adia revisão de rating da África do Sul

Eur/Zar alcança mínimos de cinco semanas, após adiamento de revisão de rating da Moody’s

O rand sul-africano ganhou terreno face ao euro, com a diminuição dos receios de uma revisão em baixa do rating da África do Sul, após a Moody’s ter afirmado que não iria publicar a avaliação da dívida pública do país no prazo que teria definido. A Morgan Stanley sugeriu que os riscos sobre o rating se mantêm reduzidos, pelo menos até às eleições de maio, e que o rand poderá continuar a ganhar a terreno. Contudo, se a Moddy’s adiou a revisão para novembro, fatores negativos locais ainda terão tempo suficiente para causar alguns danos.

A nível técnico, o Eur/Zar tem vindo a ganhar terreno desde o início do último trimestre de 2018 – máximos de mais de três anos –, tendo recuado em torno de 16%, até aos mínimos registados no início de fevereiro de 2019. O par que seguia a recuar desde então encontrou resistência na zona de 50% de retração de fibonacci, tendo formado uma linha de tendência descendente. Contudo, tendo em conta os atuais níveis, o Eur/Zar poderá encontrar dificuldades em quebrar os 17.7 rands e, nesse caso, deverá pôr em pausa a tendência de longo-prazo, podendo recuperar e ganhar terreno para quebrar o limite superior do canal descendente (vermelho).



Eur/Usd negoceia com volatilidade reduzida

A última semana apesar de ter sido marcado pela divulgação de alguns dados macroeconómicos o Eur/Usd não apresentou um aumento na sua volatilidade. No início da semana, foram divulgadas as vendas a retalho nos EUA, que recuaram 0.2% m/m, contrariando as previsões de uma subida de 0.3% m/m. Estes dados juntaram-se a uma série de outros indicadores que levam os economistas a antecipar uma desaceleração económica. No entanto, no final da semana os Nonfarm Payrolls dos EUA, recuperaram de mínimos de 17 meses, e saíram acima do esperado (196 mil vs 180 mil março) dando algum alívio aos investidores. Na Zona Euro, a Alemanha foi o foco, tendo registado uma queda nas encomendas industriais de 4.2% - ritmo mais elevado desde janeiro de 2017, tendo sido atingidas por uma desaceleração na produção industrial. Contudo, os dados da produção industrial alemã anunciados na última sexta-feira, revelaram uma subida 0.7% em fevereiro, tendo dado algum descanso ao mercado, apesar de os receios de abrandamento ainda manterem-se bem vivos.

Tecnicamente, o Eur/Usd ressaltou no suporte dos $1.1180, mas ainda não demonstrou robustez suficiente para dar continuidade à subida, apesar de negociar próximo de oversold. Contudo, um sinal bullish será dado no caso de um rompimento em alta dos $1.1260, podendo levar o par a testar níveis próximos da linha superior do canal descendente.



Melhoria do sentimento económico suporta ouro negro

Na semana passada, as melhorias do sentimento económico, com a divulgação dos dados chineses, sobrepuseram-se inicialmente aos dados da API, que vieram a mostrar uma nova subida dos inventários de cerca de 3 milhões de barris. Esta nova subida dos inventários e o novo máximo histórico da produção norte-americana pressionaram os preços do ouro negro. Mesmo assim os cortes da OPEP e as sanções sobre a Venezuela e do Irão continuaram a dar algum suporte ao crude.

Tecnicamente, o crude dá continuidade às subidas, estando neste momento a testar níveis em torno dos 61.8% de retração de fibonacci. O panorama mantém-se, apesar de permanecer a tendência ascendente, a matéria-prima à medida que encontra resistências também negoceia em overbought e poderá registar correções em baixa, antes de seguir em alta.


Ouro alcançou mínimos de dez semanas

O ouro alcançou mínimos de dez semanas, pressionado por um dólar relativamente firme. Contudo, no seguimento de indicadores económicos norte-americanos negativos, o ouro conseguir encontrar algum suporte face às recentes quedas.

A nível técnico, o ouro mantém-se a negociar dentro do canal descendente, mas aparenta ter encontrado um suporte na linha de tendência ascendente (verde) e na média móvel de 100 dias. Caso o ouro ressalte em alta nos atuais níveis, poderá vir a testar o limite superior do canal descendente novamente. Caso rompa em baixa dos $1280, o ouro ficará sem suporte técnico robusto e poderá recuar até aos $1240.



As análises técnicas aqui publicadas não pretendem, em caso algum, constituir aconselhamento ou uma recomendação de compra e venda de instrumentos financeiros, pelo que os analistas e o Jornal de Negócios não podem ser responsáveis por eventuais perdas ou danos que possam resultar do uso dessas informações. Caso pretenda ver esclarecida alguma dúvida acerca da Análise Técnica, por favor contactar a IMF ou o Jornal de Negócios.



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