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IMF – PIB Canadá contraiu 9% em março; BoC expande compra de ativos

O PIB do Canadá contraiu 9% em março; BoC expande compra de ativos; FMI apresentou projeções económicas, Trump anunciou diretrizes para reabertura económica; Petróleo Crude voltou a renovar mínimos de 18 anos; Ouro quebra os $1700/onça, mas recua logo de seguida.

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PIB Canadá contraiu 9% em março; BoC expande compra de ativos

De acordo com dados preliminares, a economia do Canadá terá contraído ao ritmo mais acelerado desde que há registo no primeiro trimestre do ano, com as medidas de distanciamento social e o encerramento generalizado dos negócios a paralisarem a atividade. O PIB terá, assim, contraído 2.6% m/m nos primeiros três meses do ano. Os números - que não são anualizados - são piores do que muitos economistas previam, sugerindo que a recessão começou com um declínio mais acentuado na produção do que se temia. A situação torna-se ainda mais preocupante quando considerado que apenas no mês de março (no qual as medidas de quarentena entraram em vigor) o PIB canadiano encolheu 9% m/m. No mesmo dia em qua a agência de estatística do país apresentou os seus dados preliminares, o Banco do Canadá manteve inalteradas as taxas de juro em 0.25%. O BoC revelou que vai ampliar o leque de ativos que comprará numa tentativa de apoiar a economia que poderá estar encaminhada para uma recessão mais profunda do que o esperado anteriormente. Agora, as compras de ativos incluirão até $50 mM em títulos emitidos pelas províncias e $10 mM em títulos corporativos de alta qualidade, dois mercados em que as condições permanecem tensas.

Tecnicamente, o Eur/Cad deu por terminada a tendência de alta que vinha a registar desde meados de fevereiro. O par falhou o teste aos 100% de retração de fibonacci, em torno dos C$1.60 e acabou por corrigir em baixa. Não obstante, as perdas poderão ser apenas temporárias, tendo em conta que o par encontrou suporte nos 50% (C$1.51), mantendo-se assim a possibilidade de um novo teste aos C$1.60 no curto-prazo.



FMI apresentou projeções económicas, Trump anunciou diretrizes para reabertura económica

O Eur/Usd reverteu os ganhos da semana anterior e voltou a transacionar abaixo dos $1.09. O FMI pronunciou-se [no seu World Economic Outlook] sobre o futuro da economia mundial. Para o FMI, o PIB global irá contrair 3% este ano como resultado da pandemia do Covid-19. Esta previsão é especialmente alarmante quando considerado que no auge da crise do subprime a economia contraiu "apenas" 0.1%. Sob o melhor cenário do Fundo, é provável que o mundo perca uma produção acumulada de $9 biliões em dois anos - maior que o PIB combinado da Alemanha e do Japão. Nos EUA, os pedidos de subsídio de desemprego voltaram a criar receio. Apesar de terem caído face à semana anterior, de 6.6 para 5.2 milhões, continuam a registar níveis historicamente excecionais. Quando se considera as últimas quatro semanas, mais de 22 milhões de cidadão requisitaram subsídio, eliminando assim totalmente os ganhos ao nível do emprego conquistados pelo país na última década. Ainda nos EUA, Donald Trump anunciou diretrizes para planear a reabertura da economia norte/americana. O plano está divido em três fases que deverão, de forma gradual, aliviar as restrições das empresas. Destaque ainda para os péssimos dados provenientes da China, onde o PIB contraiu 6.8% y/y no primeiro semestre de 2020 graças à pandemia, sendo esta a maior queda desde que há registo.

Tecnicamente, a tendência bearish para o Eur/Usd para curto-prazo mantém-se, à medida que o par regista máximos relativos cada vez mais baixos. O par falhou o teste aos $1.10 e corrigiu em baixa. Os indicadores técnicos não oferecem sinais claros.



Crude voltou a renovar mínimos de 18 anos

Os preços do petróleo caíram para novos mínimos de 18 anos, estando o crude de novo a testar níveis abaixo dos $20, com as projeções da procura pela matéria-prima a cair para mínimos de 30 anos. A OPEP espera que pouco menos de 20 milhões de barri vão ser necessários em média no segundo trimestre deste ano. É de notar que o acordo histórico entre a OPEP e os seus aliados de cortes de produção de 10% da produção mundial deixa a produção em cerca de 23.4 milhões de barris por dia, resultando assim com que a oferta supera a procura em cerca de 3.7 milhões de barris. À queda de sexta-feira também está associada ao final de transação do contrato do mês, com a necessidade de roll-over a obrigar muitos participantes a vender ao preço possível.

Tecnicamente, a matéria-prima intensificou a sua perspetiva bearish para o curto-prazo. O crude falhou o teste aos 23.6% de retração de fibonacci ($30.8) e acabou por corrigir em baixa, acabando por, na sexta-feira quebrar em baixa os 0% de retração, em torno do suporte psicológico dos $20. O facto de o MACD estar prestes a inverter o sinal de compra corrobora esta perspetiva.



Ouro quebra os $1700/onça, mas recua logo de seguida

O ouro tem-se destacado na última semana, encontrando-se, atualmente, a negociar perto de máximos de sete anos. De notar que desde o dia 31 de março, o metal precioso acumulou ganhos de mais de $150, ou cerca de 10%, e já negociou acima dos $1.700 por onça. A suportar o preço têm estado as constantes injeções de liquidez por parte dos bancos centrais, mas também o seu papel de ativo de refúgio, numa altura em que se adensam os receios com o estado de saúde a economia mundial, sendo já certo que 2020 ficará marcado por uma forte recessão.

Tecnicamente, o ouro intensificou a perspetiva bullish ao quebrar em alta a resistência dos $1700/onça. Não obstante, os ganhos foram temporários e o metal precioso voltou a recuar para torno do referido nível. É esperado assim que o ouro transacione em torno dos níveis atuais no curtíssimo-prazo.



As análises técnicas aqui publicadas não pretendem, em caso algum, constituir aconselhamento ou uma recomendação de compra e venda de instrumentos financeiros, pelo que os analistas e o Jornal de Negócios não podem ser responsáveis por eventuais perdas ou danos que possam resultar do uso dessas informações. Caso pretenda ver esclarecida alguma dúvida acerca da Análise Técnica, por favor contactar a IMF ou o Jornal de Negócios.

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