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IMF – Receios sobre segunda vaga de Covid-19 dominam atenções; Eur/Usd estabiliza nos $1.12

Fitch corta rating soberano do Canadá; Receios sobre segunda vaga de Covid-19 dominam atenções; Eur/Usd estabiliza nos $1.12; Receios de uma segunda onda de coronavírus pressiona o petróleo; Aumento da aversão ao risco impulsiona o ouro para máximos de mais de 7 anos

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Fitch corta rating soberano do Canadá

A Fitch cortou o rating soberano do Canadá de AAA para AA+, citando a deterioração das finanças públicas do país em 2020 devido à pandemia de Covid-19. A agência de notação financeira revelou ainda que o país irá incorrer um défice orçamental muito amplo em 2020 e saírá da recessão com índices de dívida pública bastante elevados. Apesar disto, as perspetivas permanecem estáveis, refletindo as expetativas da Fitch de que a relação da dívida face ao PIB venha a estabilizar a médio-prazo. Espera-se que a dívida chegue a 115.1% do PIB este ano. O Governo do Canadá está ainda a caminho de registar o seu maior défice alguma vez registado no ano fiscal de 2020-2021, podendo este atingir 12% do PIB, face aos 1.1% registados no ano passado. O Eur/Cad não reagiu de forma significativa a este acontecimento, permanecendo a cotar próximo dos C$1.53.

Tecnicamente, não existem muitas novidades a assinalar sobre o Eur/Cad. O par permanece a transacionar sem tendência definida, à medida que consolida no intervalo entre os 50% e 61.8% de retração de fibonacci (C$ 1.51 e C$ 1.53 respetivamente). Dada a escassez de indícios, espera-se que o par prolongue esta tendência no curto-prazo.

Receios sobre segunda vaga de Covid-19 dominam atenções; Eur/Usd estabiliza nos $1.12

A última semana ficou marcada por um deterioramento considerável do sentimento dos mercados, resultante em grande parte do aumento considerável dos receios sobre uma segunda vaga da pandemia de Covid-19. A alimentar esta perspetiva está o novo aumentou dos casos um pouco por todo o mundo, mas principalmente nos EUA. Na maior economia mundial, o ritmo de novos casos tem vindo a acelerar, estando já a aproximar-se do pico de abril, altura em que chegaram a ser registados mais de 40 mil casos diários. Os EUA contam agora com um total de mais de 2.3 milhões de cidadãos que foram infetados. A pesar ainda mais sobre os investidores estive o mais recente relatório do FMI. O Fundo está agora mais pessimista, e prevê que a economia mundial contraia 4.9% em 2020, mais do que os 3% esperados em abril. A recuperação em 2021 também será mais fraca, perspetivando-se agora +5.4%, face aos +5.8% em abril. No entanto, é importante realçar que o FMI indicou que um novo surto do vírus em 2021 poderá reduzir o crescimento para um nível praticamente impercetível de 0.5% - praticamente nulo. No final da semana, a presidente do BCE, Christine Lagarde, indicou que o pior da que a recuperação da pandemia de Covid-19 será "contida" e alterará partes da economia de forma permanente. Para Lagarde, embora o pior da crise do possa já ter ficado para trás, levará tempo para que o salto "fenomenal" das poupanças chegue mais investimentos e gastos. A recuperação também será incompleta, visto que é improvável que o comércio volte para os níveis pré-crise e a produtividade poderá ser mais fraca.

Tecnicamente, após as perdas da semana anterior, o Eur/Usd ainda ressaltou e realizou um teste aos $1.13, ao qual não obteve sucesso. Os indicadores técnicos, nomeadamente o MACD, continuam a apontar agora para uma queda do par. No entanto, os 61.8% de retração de fibonacci ($1.1180) acabou por fornecer suporte ao par, o que poderá sinalizar uma lateralização acima deste no curtíssimo-prazo, antes de um eventual novo teste aos $1.13.

Receios de uma segunda onda de coronavírus pressiona o petróleo

Após os ganhos da última semana, o crude registou uma variação semanal negativa – apenas a segunda desde abril. O aumento de casos de coronavírus, principalmente nos EUA, e o consequente aumento dos receios de uma segunda onda do vírus pesaram sobre as perspetivas para o futuro da procura da matéria-prima. Embora os cortes de produção de grande dimensão pela OPEP+ e a recuperação da procura tenham ajudado o ouro negro a recuperar dos mínimos de abril, os ganhos neste mês suavizaram. As infeções continuam a subir em muitas partes do mundo, o consumo ainda se encontra muito aquém dos níveis pré-vírus e muitas refinarias estão a ser pressionadas por margens baixas.

Tecnicamente, após o colapso dos preços da matéria-prima em abril, o crude tem vindo a recuperar de forma gradual desde então. Recentemente, o ouro negro encontrou uma resistência próximo dos $40 e tem vindo a consolidar em torno deste nível desde então. Não existe uma tendência clara, estando, pelo menos por agora, tudo a apontar para uma continuação nos níveis atuais no curtíssimo-prazo.

Aumento da aversão ao risco impulsiona o ouro para máximos de mais de 7 anos

À semelhança do petróleo, o aumento dos casos de Covid-19 também ditou os movimentos do ouro ao longo da semana, ainda que em sentido contrário. Neste caso, devido ao aumento da aversão ao risco, o metal precioso (um dos principais ativos de refúgio) disparou para novos máximos de quase oito anos, em torno dos $1760/70 por onça. Não obstante, o anúncio da FED que irá limitar o pagamento de grandes dividendos por parte de instituições bancárias e irá impedir a recompra de ações próprias, após testar as defesas do sistema contra o impacto da pandemia, limitou ligeiramente os ganhos do metal precioso no final da semana.

Tecnicamente, após passar os últimos meses a consolidar entre os $1670 e os $1750, o metal quebrou em alta o limite inferior deste intervalo. Contudo, para já, a robustez é bastante ligeira e, tendo em conta o facto de não ter conseguido aproximar-se dos $1800, poderá indicar uma lateralização em torno do agora suporte dos $1750 no curtíssimo-prazo, antes de dar seguimento aos ganhos.

As análises técnicas aqui publicadas não pretendem, em caso algum, constituir aconselhamento ou uma recomendação de compra e venda de instrumentos financeiros, pelo que os analistas e o Jornal de Negócios não podem ser responsáveis por eventuais perdas ou danos que possam resultar do uso dessas informações. Caso pretenda ver esclarecida alguma dúvida acerca da Análise Técnica, por favor contactar a IMF ou o Jornal de Negócios.

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